17 de Novembro de 2016 / às 12:57 / em um ano

Rússia inicia bloqueio ao LinkedIn após decisão judicial

MOSCOU (Reuters) - O órgão regulador de comunicações da Rússia ordenou nesta quinta-feira o bloqueio do acesso público ao LinkedIn, cumprindo decisão judicial que considerou que a rede social norte-americana violou leis de armazenamento de dados do país.

Logo do LinkedIn visto na Califórnia, EUA. 06/02/2013 REUTERS/Robert Galbraith/File Photo

Com sede nos Estados Unidos e mais de 6 milhões de usuários na Rússia, o LinkedIn é a primeira grande rede social a ser bloqueada por autoridades russas, estabelecendo precedente para o modo como as empresas estrangeiras de Internet devem operar.

A legislação russa determina que os sites que armazem dados pessoais de cidadãos do país o façam em servidores russos, o que o LinkedIn não teria feito, de acordo com o órgão regulador de comunicações, conhecido Roskomnadzor.

Nesta quinta-feira, o Kremlin afirmou que a decisão do Roskomnadzor de bloquear o acesso ao LinkedIn é legal e que o presidente Vladimir Putin não planeja intervir no caso. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse a repórteres que o governo não estava preocupado que o caso alimente temores sobre censura na Rússia.

O bloqueio do LinkedIn deve ocorrer dentro de 24 horas, informou a agência de notícias Interfax, citando o porta-voz do Roskomnadzor, Vadim Ampelonsky. Um provedor de Internet do país, o Rostelcom, comunicou já ter efetuado o bloqueio. Outros dois, o MTS e o Vimpelcom, disseram que o farão dentro de 24 horas.

Representantes do LinkedIn não estava imediatamente disponíveis para comentar sobre o bloqueio, mas a empresa alertou no início do mês que a decisão arriscava negar o acesso de milhões de russos ao site, incluindo companhias, que o usam para fins de recrutamento.

Ampelonsky disse à Reuters que o Roskomnadzor teria recebido uma carta do gerente do LinkedIn nos Estados Unidos na sexta-feira pedindo uma reunião. Ele disse que o encontro deve ocorrer dentro de duas semanas, mas primeiro o órgão regulador precisa do aval do Ministério de Relações Exteriores e dos serviços de segurança, uma vez que a empresa é estrangeira.

Por Jack Stubbs, Maria Tsvetkova e Maria Kiselyova

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