18 de Novembro de 2016 / às 14:57 / em um ano

Governo dos EUA se diz preocupado com bloqueio do LinkedIn na Rússia

MOSCOU/BARCELONA (Reuters) - O governo norte-americano informou nesta sexta-feira estar profundamente preocupado com a decisão da Rússia de bloquear o acesso público ao LinkedIn, destacando que a medida cria precedente que pode ser usado para justificar bloqueios de outros sites em operação naquele país.

LinkedIn em Mountain View, Califórnia 6/2/2013 REUTERS/Robert Galbraith

Com sede nos Estados Unidos, o LinkedIn é a primeira grande rede social a ser bloqueada sob os termos de uma nova lei que determina que o armazenamento de dados sobre cidadãos russos em servidores localizados na Rússia.

Analistas de internet consideram que outras empresas de tecnologia, incluindo o Facebook e o Twitter, podem também sofrer bloqueio, a menos que transfiram os dados para servidores na Rússia.

A porta-voz da embaixada norte-americana em Moscou, Maria Olson, afirma que Washington pediu que autoridades russas restaurem imediatamente o acesso ao LinkedIn, uma vez que as restrições prejudicam a concorrência e a população da Rússia.

“Os Estados Unidos estão profundamente preocupados com a decisão da Rússia de bloquear o acesso ao site LinkedIn”, afirmou Olson em comunicado enviado à Reuters.

“Essa decisão é a primeira do tipo e estabelece precedente perturbador que pode ser usado para justificar o fechamento de qualquer site que contenha dados de usuários russos”, completou.

Nesta sexta-feira, qualquer um que tente acessar o site de LinkedIn pela operadora de telecomunicações russa MTS se depara com a seguinte mensagem: “O acesso ao recursos solicitados está bloqueado.” Tentantivas de acessar o site pela Vimpelcom, outra importante operadora da Rússia, também falharam.

O governo russo informa que as novas regras visam a garantir que dados pessoais sobre consumidores russos sejam adequadamente protegidos, algo que as autoridades alegam que só pode ser feito se os servidores estiverem dentro da jurisdição russa.

Em mensagem enviada por email aos usuários, o LinkedIn diz lamentar a decisão de bloquear o site e informa buscar reuniões com operadores do país, “Estamos considerando todas as formas possíveis para solucionar essa situação”, afirma o email.

O LinkedIn tem mais de 6 milhões de usuários registrados na Rússia.

Por Christian Lowe, Maria Kiselyova e Eric Auchard

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