22 de Novembro de 2016 / às 16:41 / em um ano

Quase metade do mundo estará online no final de 2016, diz relatório da ONU

JOANESBURGO (Reuters) - Até o final de 2016, quase metade da população do mundo estará usando a internet, já que as redes móveis estão crescendo e os preços caindo, mas seus números irão continuar concentrados no mundo desenvolvido, disse uma agência da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira.

Celular conectado na cidade bósnia de Zenica. 18/6/2014. REUTERS/Dado Ruvic

Nas nações desenvolvidas, cerca de 80 por cento da população usa a internet, mas só cerca de 40 por cento o fazem em países em desenvolvimento e menos de 15 por cento em países menos desenvolvidos, de acordo com um relatório da União Internacional de Telecomunicações da ONU (ITU, na sigla em inglês). 

Em vários dos Estados mais pobres e frágeis da África, só uma pessoa em cada 10 está online. A população desconectada é feminina, idosa, menos educada, mais pobre e vive em áreas rurais, informou a ITU.

Globalmente, 47 por cento da população navega na rede mundial, ainda bem menos do que a meta da ONU – 60 por cento até 2020. Aproximadas 3,9 bilhões de pessoas, mais da metade do contingente global, não o faz. A ITU acredita que 3,5 bilhões de pessoas terão acesso até o final deste ano.

“Em 2016, as pessoas não irão mais ficar online, elas estão online. A disseminação das redes 3G e 4G pelo mundo levou a internet a cada vez mais pessoas”, disse o relatório.

Empresas de telecomunicação e de internet estão se expandindo, já que smartphones mais acessíveis estão estimulando os consumidores a navegar pela internet, aumentando a demanda por serviços de dados robustos. Mas os países menos desenvolvidos (LDCs, na sigla em inglês) ainda estão ficando para trás do restante.

“Os níveis de penetração da internet nos LDCs hoje em dia chegaram ao nível visto nos países desenvolvidos em 1998, o que leva a crer que os LDCs estão quase 20 anos atrás dos países desenvolvidos”, informa o relatório.

O documento culpou o custo dos serviços e da ampliação da infraestrutura a consumidores em áreas rurais e remotas, e ainda o preço alto do uso de celulares.

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