23 de Novembro de 2016 / às 11:37 / 9 meses atrás

Samsung e fundo de pensão são alvo de buscas em meio a escândalo crescente na Coreia do Sul

Prédio da Samsung em Seul, Coreia do Sul. 08/11/2016Kim Hong-Ji

SEUL (Reuters) - Procuradores da Coreia do Sul fizeram uma operação de busca e apreensão nos escritórios da Samsung nesta quarta-feira, informou um membro da procuradoria, em reação a reportagens sobre supostos elos da empresa com uma confidente da presidente sul-coreana, Park Geun-hye, que foi indiciada em um escândalo de tráfico de influência.

Os procuradores também estiveram na sede do maior fundo de pensão do país, o NPS, disse uma porta-voz do fundo. A agência de notícias Yonhap relatou que os investigadores estão analisando a decisão do NPS de aprovar a fusão de 8 bilhões de dólares da Samsung C&T Corp e das Cheil Industries, ocorrida no ano passado.

As operações indicaram que os procuradores estão ampliando sua investigação para averiguar alegações de tráfico de influência no escândalo de corrupção que está abalando o governo de Park por conta da relação entre o governo e grandes empresas.

O NPS, terceiro maior fundo de pensão do mundo, está no foco da mídia e de grupos civis por causa da aprovação que concedeu à fusão entre duas filiadas do Grupo Samsung, que é o maior conglomerado empresarial familiar da Coreia do Sul e do qual é um dos maiores acionistas.

Seu endosso foi visto como crucial para o sucesso do negócio, e algumas reportagens da mídia sul-coreana disseram que seu aval aconteceu sob circunstâncias misteriosas.

Uma porta-voz do Grupo Samsung confirmou que autoridades da procuradoria visitaram a sede da empresa, mas não soube dar detalhes, e a porta-voz do NPS não quis fornecê-los.

Os procuradores fizeram batidas em quatro locais --a sede do NPS, a sede do NPS Investment Management, os escritórios do Grupo Samsung e o escritório de um ex-gerente de investimento do NPS--, disse um funcionário da procuradoria sob anonimato, uma vez que que não tinha autorização de falar com a imprensa.

Park e sua confidente, Choi Soon-sil, estão sendo investigadas pela suspeita de pressionar indevidamente grandes conglomerados, incluindo o Grupo Samsung, para que arrecadassem doações para fundações que apoiam a política de Park de divulgar as comunidades culturais e esportivas.

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