15 de Março de 2017 / às 14:29 / em 8 meses

Contas do Twitter são invadidas com hashtags de nazismo em turco

FRANKFURT (Reuters) - Um incidente diplomático entre Turquia, Holanda e Alemanha se alastrou pela internet nesta quarta-feira, quando um grande número de contas do Twitter foram invadidas e substituídas por mensagens antinazismo em turco.

Arquivo de fotos do logotipo do Twitter exibido em uma tela no chão da Bolsa de Valores de Nova York, EUA 28/09/2016 REUTERS/Brendan McDermid

Os ataques, que usaram as hashtags #Nazialmanya (Alemanha Nazista) ou #Nazihollanda (Holanda Nazista), tiveram como alvo contas de presidentes de empresas, editoras, agências de governo, políticos e também usuários comuns.

O presidente turco, Tayyip Erdogan, acusou os governos da Alemanha e da Holanda de adotarem táticas do estilo nazista, desencadeando protestos em ambos os países, depois que ministros turcos foram proibidos de promover comícios políticos para aumentar o suporte do líder entre os expatriados.

A invasão das contas ocorre num momento em que os holandeses se dirigem às urnas para votar nesta quarta-feira nas eleições parlamentares, vistas como teste do sentimento anti-imigração e anti-Estado.

“Ataques virtuais politicamente motivados em geral prosperam em gerar um impacto tão grande quanto possível na mídia e, portanto, se espera vê-los sempre que um conflito político se intensifica”, comentou o analista de cibersegurança da FireEye, Jens Monrad.

As contas hackeadas continham tweets com símbolos nazitas, uma variedade de hashtags e a frase “Nos vemos em 16 de abril”, data de um referendo na Turquia sobre a extensão dos poderes presidenciais de Erdogan.

O perfil pessoal do político francês conservador Alain Juppe estava entre as contas invadidas, assim como as contas do parlamento europeu, do Departamento de Saúde do Reino Unido e da BBC North America.

Outras contas hackeadas foram as dos sites Die Welt, Forbes e Reuters Japan, bem como as de várias agências sem fins lucrativos, incluindo a Anistia Internacional e a UNICEF USA.

Reportagem adicional de Jeremy Wagstaff, em Washington, e Subrat Patnaik, em Cingapura e Bangalore

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