13 de Abril de 2017 / às 19:44 / 4 meses atrás

Corrida por carros autônomos redefine parcerias na indústria de autopeças

FRANKFURT/DETROIT (Reuters) - A corrida para desenvolver e explorar tecnologia para veículos autônomos esta redefinindo a hierarquia da indústria automotiva, substituindo o relacionamentos lineares tradicionais de produção por complexas redes de alianças e aquisições.

A mudança está por trás de negócios como um anunciado na semana passada entre a Robert Bosh e Daimler, controladora da Mercedes-Benz. Além disso, a fabricante de chips Intel adquiriu a líder em tecnologia de visão automotiva Mobileye e firmou acordo para ajudar a fabricante de carros de luxo, BMW na construção de carros autônomos com sistemas Intel e Mobileye.

As fabricantes de carros estão procurando diferentes caminhos para adquirir talentos em engenharia e tecnologias digitais. Algumas estão apostando em parcerias como o acordo entre a Bosch e a Mercedes. Outras, como a General Motors, preferem trabalhar sozinhas, comprando empresas iniciantes voltadas a veículos autônomos e desenvolvendo a tecnologia internamente.

Já a Waymo, da Alphabet, e a fornecedora de autopeças Delphi Automotive estão oferecendo sistemas a companhias como Fiat Chrysler , que optaram por não investir em seus próprios sistemas de direção autônoma.

O primeiro veiculo autônomo deve ser lançado entre 2020 e 2021. Segundo analistas, os carros não devem estar amplamente em uso antes de 2030.

"As pessoas estão tentando entender que conjunto de habilidades são necessários para serem as primeiras no jogo e se não tiverem, elas vão fazer parcerias, investir ou comprar", disse Xavier Mosquet, sócio da empresa de consultoria Boston Consulting e autoridade em veículos autônomos.

Segundo ele, a indústria pode não definir um único padrão de colaboração, dada a complexidade dos veículos autônomos e a tecnologia inserida neles.

"Estas diferentes abordagens terão que passar pelo teste do tempo", disse ele. "Em dois ou três anos, veremos quem será bem sucedido com qual abordagem."

Por Edward Taylor, em Frankfurt, e Paul Lienert, em Detroit

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