13 de Abril de 2017 / às 21:59 / em 7 meses

Startup produz primeiro sensor a laser para carros autônomos

SÃO FRANCISCO, Estados Unidos (Reuters) - A Luminar, uma empresa iniciante de tecnologia Vale do Silício, já está pronta para produzir um sensor para veículos autônomos baseado em laser, componente chave que pode melhorar a segurança dos veículos, anunciou a companhia nesta quinta-feira.

Fundada em 2012 por dois especialistas em fotônica, a Luminar se manteve discreta na corrida pela produção de carros autônomos em massa, disputada por montadoras de veículos, startups e grandes companhias de tecnologia.

A Luminar está montando uma linha de produção em Orlando, na Flórida, para a entrega dos primeiros 10.000 sensores Lidar no final deste ano, disse o presidente-executivo, Austin Russell.

A tecnologia Lidar, uma espécie de radar à laser, funciona por meio de pulsos de luz que são refletidos em objetos. Isso permite que os veículos “enxerguem” o ambiente ao redor. Muitos especialistas consideram a tecnologia como um componente crucial na direção autônoma, junto com outros sensores como câmeras e radares.

A tecnologia Lidar está no centro de um processo entre a Waymo, da Alphabet, e o Uber. A Waymo alega que um ex-funcionário roubou propriedade intelectual envolvendo o sistema Lidar e que ela depois foi copiada pelo Uber.

Russell disse que os equipamentos Lidar para direção autônoma foram desenvolvidos com hardware que já existia antes da criação dos primeiros veículos sem motorista e que as limitações em alcance e resolução da tecnologia impedem a implementação segura da auto-condução em veículos.

A Luminar, porém, resolveu estes problemas ao usar um comprimento de onda de 1.550 nanômetros que permite uma resolução 50 vezes maior e com alcance 10 vezes maior que os melhores equipamentos Lidar rivais, disse Russel.

O executivo afirmou que quatro companhias, incluindo montadoras de veículos e empresas de tecnologia não identificadas por ele, estão testando os produtos da Luminar em protótipos de carros autônomos.

Por Alexandra Sage

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