13 de Julho de 2017 / às 15:09 / em 4 meses

Vivendi busca colocar executivo próprio em papel de destaque na Telecom Italia, dizem fontes

MILÃO/PARIS (Reuters) - A Vivendi (VIV.PA) está trabalhando para colocar um dos seus principais executivos, Amos Genish, em um papel de destaque na Telecom Italia (TLIT.MI), em um movimento do acionista francês para exercer maior influência sobre o executivo-chefe da empresa italiana, disseram duas fontes à Reuters.

Sede da Vivendi em Paris 10/03/2016 REUTERS/Charles Platiau

As relações entre o grupo de mídia francês Vivendi e Flavio Cattaneo ficaram tensas desde que o CEO italiano teve uma conversa acalorada com Roma sobre o lançamento da banda larga ultrarrápida em toda a Itália, disseram fontes à Reuters na semana passada.

Isso incomodou a Vivendi, que já está sob escrutínio por sua crescente influência no negócio italiano por meio de sua participação na Telecom Italia e uma participação de 30 por cento na empresa privada de televisão Mediaset.

Cattaneo negou na terça-feira quaisquer tensões com os acionistas da Telecom Italia, seu conselho ou o presidente do grupo Arnaud de Puyfontaine, que é o presidente-executivo da Vivendi, e disse que permaneceria até o final de seu mandato em 2020.

Mas uma fonte familiarizada com o assunto disse à Reuters na terça-feira que o conflito entre Vivendi e Telecom Italia ainda estava acontecendo e uma segunda fonte disse que as coisas podem vir a acontecer rapidamente.

“De uma forma ou de outra, os franceses querem dar um papel ao Genish”, disse uma fonte próxima do assunto.

O empresário israelense, que foi nomeado chefe de Convergência da Vivendi em janeiro, foi presidente da unidade da Telefónica (TEF.MC) no Brasil e fundador da empresa brasileira de telecomunicações GVT.

Uma segunda fonte próxima ao assunto disse que a Vivendi, que detém uma participação de 24 por cento na Telecom Italia, sugeriu a nomeação de administradores para trabalhar ao lado de Cattaneo, e que Genish é o principal candidato a assumir esse papel.

Genish foi considerado vital para a incursão bem-sucedida da Vivendi no Brasil, onde comprou a GVT em 2010 e logo a vendeu para a Telefónica quatro anos depois, gerando um ganho de capital de mais de 4 bilhões de dólares.

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