8 de Agosto de 2017 / às 18:31 / em 3 meses

Empregado do Google demitido por criticar a empresa recebe oferta de emprego

SAN FRANCISCO (Reuters) - O engenheiro do Google demitido por divulgar um memorando criticando o programa de contratação de diversidade da empresa, tornou-se o centro de um acalorado debate sobre sexismo, desprezo, reconhecimento e até uma oferta de emprego do editor do WikiLeaks, Julian Assange, nesta terça-feira.

Prédio do Google em Irvine, Estados Unidos 7/08/2017 REUTERS/Mike Blake

James Damore confirmou que foi demitido pelo Google, da Alfabet, após escrever uma declaração de 10 páginas em que acusou a empresa de ser hostil a pontos de vista conservadores, apoiada numa ideologia de esquerda.

O posicionamento foi rapidamente apoiado por alguns, particularmente no direito político. Outros consideraram ofensivos os comentários de que homens em geral podem ser biologicamente mais adequados para empregos de codificação do que as mulheres.

Julian Assange, elogiado em alguns círculos por expor os segredos governamentais e criticado por outros por comprometer da segurança de algumas nações, ofereceu um emprego a Damore.

A capital tecnológica do mundo, o Vale do Silício, tem sido criticada por não fazer o suficiente para incentivar a igualdade de gênero. A maioria das notícias se concentrou em processos judiciais de assédio sexual. Muitas mulheres dizem que o viés menos visível do dia a dia muitas vezes impede suas carreiras.

Especialistas da indústria observaram que, no começo do setor, eram principalmente mulheres que mantiveram os empregos de codificação, nada glamurosos na época. Mas como o valor da programação de alto nível se tornou claro, a carreira passou a ser um domínio principalmente masculinos e a grande maioria dos programadores na indústria atualmente são homens.

Alguns argumentaram que, embora não concordem com Damore, a empresa foi muito longe ao demiti-lo.

Damore disse à Reuters que foi demitido por “perpetuar estereótipos de gênero”. Sua declaração havia dito que ele buscava o contrário. “Eu defendo exatamente o oposto: trate as pessoas como indivíduos, não como apenas outro membro de seu grupo”, disse.

Por Jonathan Allen e Taylor Harris

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