18 de Outubro de 2017 / às 15:40 / em 2 meses

Lojas de supermercados têm forte apelo nos EUA, mesmo de consumidores online

LOS ANGELES/NOVA YORK (Reuters) - A maioria dos consumidores norte-americanos é bastante leal às lojas físicas de alimentos, as quais consideram melhores do que opções online, segundo pesquisa da Reuters/Ipsos. O levantamento questiona o impacto da compra da Whole Foods pela Amazon no negócio de supermercados.

Supermercado da rede Whole Foods em Nova York, Estados Unidos 16/06/2017 REUTERS/Carlo Allegri

As ações da Kroger, maior operadora de supermercados dos Estados Unidos, caíram 40 por cento em relação às máximas deste ano, com preocupações sobre se a empresa conseguirá responder rapidamente aos vendedores tradicionais de alimentos.

Setenta e cinco por cento dos entrevistados disseram que raramente ou nunca compram mantimentos pela internet, de acordo com a pesquisa com cerca de 8.600 pessoas entre 12 de agosto e 1 de setembro. Mesmo entre os compradores que fazem compras pela internet semanalmente, quase 60 por cento disseram nunca compram mantimentos online ou o fazem apenas algumas vezes por ano.

Além disso, 60 por cento dos adultos disseram que seus mercados locais de alimentos ganham em preço, seleção, qualidade e conveniência. Os varejistas online lideraram nessas categorias com apenas cerca de 3 por cento dos entrevistados.

A Amazon tentou durante anos expandir o negócio de compras online, mas fez pouco. Com a compra da Whole Foods, sua fatia no setor nos EUA de 0,19 por cento para 1,4 por cento, contra 14,46 por cento do Wal-Mart e 7,17 por cento da Kroger, de acordo com a GlobalData Retail.

A pesquisa mostra que “as lojas físicas ainda não estão mortas”, disse Roger Davidson, consultor de supermercados que prevê que o futuro da compra de alimentos será uma mistura de compras online e presenciais.

O Instituto de Marketing de Alimentos e a Nielsen esperam que as vendas de supermercados online nos EUA cheguem a 100 bilhões de dólares, 20 por cento do mercado, até 2025, ante 20,5 bilhões de dólares, ou 4 por cento do mercado, em 2016.

Por Lisa Baertlein e Chris Kahn

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