December 26, 2017 / 10:36 AM / in a year

Putin pede que atividades cibernéticas de algumas empresas sejam monitoradas em eleição

Presidente russo, Vladimir Putin, durante coletiva de imprensa em Moscou 14/12/2017 REUTERS/Sergei Karpukhin

MOSCOU (Reuters) - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta segunda-feira que as autoridades deveriam monitorar as atividades de “algumas empresas” nas redes sociais durante a eleição presidencial do ano que vem e medir o alcance de seu envolvimento com políticas domésticas.

Ele não identificou as empresas ou disse se está preocupado com as atividades de companhias estrangeiras ou locais, mas a Rússia foi acusada pelos Estados Unidos e por outras nações ocidentais de interferir em suas eleições.

“Precisamos observar cuidadosamente certas empresas na internet, em redes sociais, e o quão amplamente elas estão envolvidas em nossa vida política doméstica”, disse Putin ao discursar em um encontro com líderes do Parlamento russo a respeito de uma nova lei sobre “agentes estrangeiros”.

Putin assinou a lei no mês passado, permitindo que as autoridades identifiquem organizações de mídia do exterior como “agentes estrangeiros” em reação ao que Moscou disse ser uma pressão inaceitável dos Estados Unidos sobre a mídia russa. Uma vez assim designadas, tais empresas têm que fornecer às autoridades detalhes, por exemplo, sobre as fontes de seu financiamento.

“Deveria se analisar cuidadosamente como elas estão operando e operarão durante a eleição presidencial”, disse, mas acrescentando que isso não deveria “estreitar o espaço” para a liberdade na internet.

A Rússia já designou a Rádio Europa Livre/Rádio Liberdade (RFE/RL, nas siglas em inglês) e a Voz da América (VOA), ambas organizações sediadas nos EUA, como “agentes estrangeiros”.

Pesquisas mostram que Putin, de 65 anos, que domina o cenário político russo há 17 anos, está a caminho de uma reeleição tranquila em março de 2018, o que o habilitará a cumprir mais um mandato de seis anos até 2024, quando completa 72 anos.

Também nesta segunda-feira, o líder opositor Alexei Navalny foi proibido de se candidatar à eleição do ano que vem, já que autoridades determinaram que ele é inelegível devido a uma pena de prisão suspensa que ele diz ter sido fabricada.

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