January 24, 2018 / 10:52 AM / 4 months ago

Departamento de Estado norte-americano cria força-tarefa da internet em Cuba

HAVANA (Reuters) - O Departamento de Estado norte-americano informou na terça-feira que criou uma força-tarefa da internet em Cuba para promover “o fluxo livre e não regulamentado de informação” na ilha comunista, uma ação denunciada pela mídia estatal cubana como subversiva.

Cubana Margarita Marquez usa computador após instalação de internet em sua casa em Havana, Cuba 29/12/2016 REUTERS/Alexandre Meneghini

“A força-tarefa irá examinar os desafios tecnológicos e oportunidades para expandir acesso à internet e mídia independente em Cuba”, informou a agência em comunicado, acrescentando que a força-tarefa do governo dos EUA e de representantes não governamentais irá se encontrar pela primeira vez em 7 de fevereiro.

O jornal Granma, do Partido Comunista Cubano, disse que a força-tarefa é “destinada a subverter a ordem interna de Cuba”.

“No passado, Washington usou frases como ‘trabalhar pela liberdade de expressão’ e ‘expandir acesso à internet em Cuba’ para mascarar planos desestabilizadores”, escreveu o Granma, acrescentando que cerca de 40 por cento dos cubanos se conectaram à internet em 2017, 37 por cento a mais que em 2010.

Alguns analistas disseram que a criação da força-tarefa parece contraprodutiva.

“Ao moldar a questão do acesso à internet em um panorama explicitamente político, isto só irá criar maiores obstáculos para as companhias de telecomunicação dos EUA que avançaram em direção a parcerias com o lado cubano”, disse Michael Bustamante, professor assistente de história da América Latina na Universidade Internacional da Flórida.

“Medidas como esta fortalecem a mão daqueles em Cuba para os quais a perspectiva (e realidade) de envolvimento externo justifica preocupação máxima em respeito à reforma interna”.

Cuba criou pontos públicos de Wi-Fi e ligou mais casas à internet, mas a maior parte dos cubanos não possui acesso nos celulares e somente uma pequena porcentagem de casas possui acesso banda larga.

A tarifa de 1,50 dólar por hora para usar um ponto de Wi-Fi em Cuba representa 5 por cento do salário estatal médio mensal, de 30 dólares.

O governo cubano informou que tem sido lenta em desenvolver infraestruturas de redes por causa dos altos custos, atribuídos parcialmente ao embargo comercial norte-americano. Críticos disseram que o governo teme perder controle.

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