March 20, 2018 / 10:39 PM / 8 months ago

CORREÇÃO-Presidente da Cambridge Analytica confessa influência em eleições dos EUA

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca 20/03/2018 REUTERS/Leah Millis

(Corrige no terceiro parágrafo para “quase 50 bilhões de dólares”, não “60 bilhões de dólares”)

LONDRES/SÃO FRANCISCO (Reuters) - O presidente suspenso da Cambridge Analytica disse em um vídeo secretamente gravado e divulgado nesta terça-feira que a campanha online de sua consultoria política baseada no Reino Unido desempenhou um papel decisivo na vitória do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na eleição de 2016.

Seus comentários, que não puderam ser verificados, são potencialmente um problema ainda maior para o Facebook à medida que enfrenta o escrutínio de parlamentares nos EUA e Europa sobre o uso indevido da Cambridge Analytica de dados pessoais de 50 milhões de usuários do Facebook.

As ações da rede social caíram pelo segundo dia, fechando em queda de 2,5 por cento a 168,15 dólares, com investidores preocupados de que a sua relação com a Cambridge Analytica possa danificar sua reputação, dissuadir anunciantes e abrir espaço para regulações restritivas. A companhia perdeu quase 50 bilhões de dólares de seu valor de mercado ao longo dos últimos dois dias.

A Cambridge Analytica disse nesta terça-feira que seu conselho de diretores suspendeu o presidente Alexander Nix, pouco depois da segunda parte da exposição do canal britânico Channel 4 sobre os métodos da empresa. No programa, Nix se vangloria de ter encontrado Trump “muitas vezes” quando ele era o candidato republicano à presidência.

Os comentários de Nix “não representam os valores ou operações da empresa e sua suspensão reflete a seriedade com que vemos essa violação”, disse a Cambridge Analytica em comunicado nesta terça-feira.

Parlamentares dos EUA e Europa exigiram uma explicação de como a consultoria obteve acesso aos dados e por que o Facebook falhou em informar aos seus usuários, levantando questões mais amplas da indústria sobre privacidade do consumidor e se há regulação mais rígida no horizonte.

Por David Ingram, Kate Holton, Paul Sandle, David Shephardson, Susan Heavey e Mark Hosenball; reportagem adicional de Munsif Vengattil

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