August 2, 2018 / 1:16 PM / 3 months ago

Congresso dos EUA aprova projeto para revelar acesso de estrangeiros a código-fonte de software

Senadora democrata Jeanne Shaheen fala no Congresso dos EUA, em Washington 30/01/ 2018. REUTERS/Joshua Roberts

WASHINGTON (Reuters) - O Congresso dos Estados Unidos está enviando para a sanção do presidente Donald Trump um projeto de lei que obriga as empresas de tecnologia a divulgarem se permitiram que países como a China e a Rússia examinassem o funcionamento interno de softwares vendidos aos militares dos EUA.

A legislação, parte da lei orçamentária do Pentágono, foi elaborada depois que uma investigação da Reuters no ano passado revelou que fabricantes de software permitiram que uma agência de defesa russa buscasse vulnerabilidades em softwares usados ​​por algumas agências do governo dos EUA, incluindo o Pentágono e serviços de inteligência.

A versão final do projeto foi aprovada pelo Senado em uma votação de 87 a 10 na quarta-feira, depois de passar pela Câmara na semana passada. O projeto de lei de gastos deve ser sancionado por Trump.

Especialistas em segurança disseram que permitir que as autoridades russas examinem o funcionamento interno de software, conhecido como código-fonte, poderia ajudar Moscou a descobrir vulnerabilidades que poderia explorar para atacar com mais facilidade os sistemas do governo dos EUA.

As novas regras foram elaboradas pela senadora democrata Jeanne Shaheen, de New Hampshire.

“Este mandato de divulgação é o primeiro de seu tipo e é necessário para fechar uma lacuna de segurança crítica em nosso processo de compras federais”, disse Shaheen em um comunicado enviado por email.

“O Departamento de Defesa e outras agências federais devem estar cientes da exposição do código-fonte e outras práticas de negócios arriscadas que podem tornar nossos sistemas de segurança nacional vulneráveis ​​aos adversários”, disse ela.

A lei forçará as empresas de tecnologia norte-americanas e estrangeiras a revelarem ao Pentágono se elas permitem que adversários cibernéticos, como a China ou a Rússia, examinem o software vendido aos militares dos EUA.

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