September 18, 2019 / 6:58 PM / a month ago

Redes sociais dos EUA dizem que estão removendo conteúdo violento mais rápido

Monika Bickert (Facebook), Nick Pickles (Twitter) e Derek Slater (Google) durante comissão no Senado dos EUA 18/09/2019 REUTERS/Jonathan Ernst

WASHINGTON (Reuters) - Grandes empresas de mídia social dos Estados Unidos disseram a um painel do Senado norte-americano nesta quarta-feira que estão fazendo mais para remover conteúdo violento ou extremista de suas plataformas.

Críticos dizem que muitos vídeos violentos ou publicações que endossam grupos extremistas que apoiam o terrorismo não são removidos imediatamente dos sites de mídia social.

O senador democrata Richard Blumenthal disse que as empresas de mídia social precisam fazer mais para evitar o conteúdo violento.

A chefe de gerenciamento de políticas globais do Facebook, Monika Bickert, disse ao Comitê de Comércio do Senado que os sistemas de detecção da companhia “reduziram o tempo médio necessário para a nossa inteligência artificial encontrar uma violação no Facebook Live para 12 segundos, uma redução de 90% no tempo médio de detecção de alguns meses atrás”.

Bickert disse que o Facebook pediu às agências policiais para ajudar a empresa a acessar “vídeos que poderiam ser ferramentas úteis de treinamento” para melhorar a tecnologia de aprendizado de máquina na detecção de vídeos violentos.

O diretor de políticas públicas do Twitter, Nick Pickles, disse que o site suspendeu mais de 1,5 milhão de contas por violações à promoção do terrorismo entre agosto de 2015 e o final de 2018, com “mais de 90% dessas contas sendo suspensas por meio de nossas medidas proativas”.

O senador Rick Scott perguntou ao Twitter por que o site permite que o presidente venezuelano Nicolas Maduro tenha uma conta, considerando o que ele disse ser uma série de violentas violações dos direitos humanos. “Se removermos a conta dessa pessoa, isso não mudará os fatos”, disse Pickles, que acrescentou que a conta de Maduro não violou as regras do Twitter.

O diretor global da unidade de política da informação do Google, Derek Slater, disse que a resposta é “uma combinação de tecnologia e pessoas. A tecnologia pode ficar melhor e melhor em identificar padrões. As pessoas podem ajudar a lidar com as nuances certas”.

Dos 9 milhões de vídeos removidos em um período de três meses este ano pelo YouTube, 87% foram sinalizados por inteligência artificial.

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