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Hackers iranianos atacaram campanha presidencial dos EUA, diz Microsoft

REUTERS/Kacper Pempel

(Reuters) - Um grupo de hackers que parece estar vinculado ao governo iraniano realizou ataques contra a campanha presidencial nos EUA, informou a Microsoft nesta sexta-feira.

A Microsoft viu uma atividade cibernética significativa do grupo, que também teve como alvo funcionários atuais e antigos do governo norte-americano, além de jornalistas que cobrem política global e iranianos proeminentes que vivem fora do Irã, afirmou a empresa.

Num período de 30 dias entre agosto e setembro, o grupo, apelidado de “Phosphorous” pela empresa, fez mais de 2.700 tentativas de identificar contas de email de usuários de clientes específicos e depois atacou 241 dessas contas.

“Quatro contas foram comprometidas como resultado dessas tentativas; essas quatro contas não estavam associadas à campanha presidencial dos EUA ou a funcionários atuais e antigos do governo dos EUA”, afirmou a empresa. “A Microsoft notificou os clientes ligados às investigações e ameaças e trabalhou conforme solicitado com aqueles cujas contas foram comprometidas”.

A Microsoft não identificou a campanha eleitoral cuja rede era alvo dos hackers. Dezenove democratas estão buscando a indicação de seu partido para concorrer contra o presidente republicano Donald Trump nas eleições de novembro de 2020.

O governo iraniano não fez nenhum comentário imediato por meio da mídia estatal sobre a declaração da Microsoft.

Por Akanksha Rana, Vibhuti Sharma e Christopher Bing

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