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CEO da TIM frisa dever de considerar possível aquisição de ativos da Oi

REUTERS/Stefano Rellandini

SÃO PAULO (Reuters) - A TIM considerará a compra de ativos da rival Oi se eles forem colocados à venda, disse o presidente-executivo da TIM, Pietro Labriola nesta terça-feira.

“Sendo o presidente-executivo de uma operadora de capital aberto, tenho o dever de verificar se isso cria valor para meus acionistas, assim que frequências ou backhauls (redes de infraestrutura) são disponibilizados”, disse Labriola a repórteres na Futurecom, evento da área de telecomunicações.

Foi a indicação pública mais clara de que a TIM, da italiana Telecom Italia, está considerando o negócio.

Atualmente, a Tim é a terceira maior operadora de telefonia móvel do Brasil, e a compra da operação móvel da Oi permitiria ganhar participação vital de mercado e propriedade de frequências, expandindo sua cobertura.

A espanhola Telefónica e a mexicana América Móvil, por meio da subsidiária local Claro, também estão interessadas, publicou a Reuters.

O vice-presidente de operações da Oi, Rodrigo Abreu, disse que a operadora consideraria vender sua operação móvel se receber ofertas atraentes.

Em outra frente, Labriola disse que é cedo para especular sobre as regras do leilão de espectro 5G do Brasil, já que a Anatel ainda está realizando testes de interferência em outros serviços. A licitação está prevista para março de 2020, mas a agência avalia adiá-la para o segundo semestre do próximo ano.

“É problemático se isso acontecer amanhã com regras que não beneficiam a indústria ou o país ... eu ficaria mais feliz se isso acontecer mais tarde, mas com as regras certas que garantam o retorno do nosso investimento”, disse Labriola.

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