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UE diz que apps para monitorar coronavírus têm que evitar guardar dados em servidores

Smartphone com o aplicativo Private Kit, que visa ajudar autoridades nas medidas de contenção do coronavírus 09/04/2020 REUTERS/Paresh Dave/Illustration

BRUXELAS (Reuters) - Aplicativos móveis para rastrear casos de coronavírus na Europa devem manter o máximo de dados possível no dispositivo do usuário e não em um servidor central, para melhor manter a privacidade individual, diz um documento da União Europeia.

Os países europeus esperam que a implementação de aplicativos móveis para rastrear casos de coronavírus facilite o cancelamento dos pedidos de bloqueio que afetaram as economias europeia e mundial. Mas a UE, que possui algumas das regras mais fortes de proteção de dados do mundo, deseja garantir que esses sistemas não comprometam a privacidade ao permitir acesso não autorizado a dados confidenciais.

No documento preparado pela Comissão Europeia e revisado pela Reuters, os países encarregam agências nacionais de saúde de cumprir as regras de dados, “dada a sensibilidade dos dados pessoais em mãos e a finalidade do processamento de dados”.

O documento recomenda uma abordagem descentralizada para armazenar dados, comparada com os métodos usados em muitos países asiáticos, onde a maioria dos dados é mantida em um servidor centralizado.

“A Comissão recomenda que os dados sejam armazenados no dispositivo terminal do indivíduo. No caso de os dados serem armazenados em um servidor central, o acesso, incluindo o administrativo, deve ser registrado”, afirmou o documento.

As regras de privacidade de dados da UE adotadas há dois anos impõem multas pesadas às empresas que não as cumprem.

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