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Ativistas políticos dos EUA usam internet para cortejar eleitores isolados pela Covid-19

(Reuters) - Quando as ordens de confinamento domiciliar provocadas pelo coronavírus o obrigaram a encontrar novas maneiras de contatar eleitores jovens antes da eleição norte-americana de novembro, Felix Clarke se voltou a um jogo de computador na internet.

O universitário de New Hampshire entrou no Minecraft, vestiu seu avatar com a camiseta azul usada pelos ativistas da NextGen America, o grupo progressista para o qual trabalha, e procurou outros jogadores com sua mensagem de campanha.

“Basicamente, puxei assunto do mesmo modo que faço em pessoa com outros alunos da (Universidade de) Plymouth State”, disse Clarke por meio de uma porta-voz da NextGen. “Conversamos durante o jogo principalmente sobre como votar e porque, sendo a maior fatia de eleitores habilitados, é tão importante os jovens se fazerem ouvir.”

Grupos políticos grandes e pequenos se voltaram às campanhas digitais em meio às restrições de distanciamento social que afetam a maioria dos norte-americanos, usando mensagens de texto, redes sociais e videochamadas para forjar uma nova forma de organização à medida que a eleição presidencial se aproxima.

Na eleição, o presidente republicano Donald Trump deve confrontar o provável indicado democrata Joe Biden, e a campanha transcorre tendo a pandemia de coronavírus como pano de fundo quase único.

Organizadores republicanos trocaram os comícios lotados e barulhentos por transmissões online e eventos de redes sociais com 24 horas de aviso prévio, disse o porta-voz de campanha de Trump, Ken Farnaso.

Cerca de mil funcionários e centenas de milhares de voluntários se voltaram para o ativismo digital, disse ele, e outros ligam de casa ao invés de fazê-lo em massa nos comitês de campanha.

“Estamos realizando eventos virtuais, treinando membros das Trump Neighborhood Teams online, ativando a rede maciça de voluntários para fazer ligações em nome do presidente e continuando nossos esforços para registrar eleitores online”, disse Farnaso em um email.

A campanha de Biden construiu um estúdio na casa do candidato em Delaware, onde o ex-vice-presidente transmite podcasts e debates populares e faz participações em programas de notícias.

Os organizadores recrutam voluntários através de mensagens de texto e realizam videoconferências e videochamadas com eleitores comandadas por apoiadores como a estrategista Symone Sanders, disse o porta-voz de Biden, Vedant Patel.

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