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França nega acesso da Amazon a programa estatal para pagar empregados

Centro de distribuição da Amazon em Lauwin-Planque, França 22/04/2020 REUTERS/Pascal Rossignol

PARIS (Reuters) - A França rejeitou um pedido da Amazon de acessar um esquema subsidiado pelo governo para pagar funcionários em licença em seus seis centros de distribuição fechados no país.

Os galpões franceses da Amazon, que empregam cerca de 10 mil pessoas em contratos permanentes e provisórios no país, estão fechados desde 16 de abril, após decisões judiciais mandarem a empresa limitar as entregas a uma lista de produtos essenciais durante a pandemia de coronavírus ou enfrentar multas.

O grupo disse que continuará pagando seus funcionários salário integral durante o fechamento temporário dos depósitos, mas fez um pedido formal na semana passada para entrar no programa em que o governo francês se compromete a pagar 70% do salário bruto de trabalhadores postos em licença durante a pandemia.

“O pedido... foi rejeitado porque o fechamento dos locais é consequência de decisão judicial e não de queda na atividade”, disse o Ministério do Trabalho nesta segunda-feira.

A empresa afirmou que a última decisão do tribunal francês, que restringe as entregas a produtos de TI, itens de saúde, alimentos e ração para animais de estimação, pode levar a multas de milhões de dólares se, sem intenção, enviar itens que não estão incluídos na lista.

“A penalidade potencial em tribunal significa que mesmo uma taxa de 0,1% de itens de manuseio ou transporte que não estão incluídos no julgamento pode levar a uma multa de mais de 1 bilhão de euros por semana”, afirmou a Amazon.

A empresa vai informar os sindicatos de trabalhadores sobre sua intenção de manter os centros de distribuição fechados até 8 de maio, pois busca a melhor maneira de operar sob os termos da decisão.

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