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Parlamentares dos EUA pedem que Zoom esclareça relações com a China

Imagem do logotipo da Zoom em 3D. 12/4/2020. REUTERS/Dado Ruvic/Illustration

XANGAI (Reuters) - Três parlamentares norte-americanos pediram à Zoom que esclareça suas práticas de coleta de dados e o relacionamento com o governo chinês, após a empresa afirmar ter suspendido contas de usuários para atender às demandas de Pequim.

A empresa sediada na Califórnia foi alvo de intensa análise após três ativistas norte-americanos e de Hong Kong dizerem que suas contas foram suspensas e suas reuniões interrompidas, depois que eles tentaram realizar eventos ligados ao aniversário da repressão da Praça Tiananmen, na China.

A Zoom disse nesta sexta-feira que foi notificada pelo governo chinês e recebeu pedidos para tomar medidas. A empresa disse que suspendeu uma conta em Hong e duas nos Estados Unidos, mas agora as restabeleceu e não permitirá que novos pedidos da China afetem usuários fora do país.

“Não fornecemos nenhuma informação de usuários ou conteúdo de reuniões ao governo chinês”, afirmou a Zoom. “Não temos uma brecha de segurança que permita que alguém entre em uma reunião sem estar visível”.

Greg Walden, principal republicano do Comitê de Energia e Comércio da Câmara, e Cathy McMorris Rodgers, do subcomitê de consumidores, enviaram carta ao presidente-executivo da Zoom, Eric Yuan, na véspera, pedindo que ele esclarecesse as práticas de dados da empresa, se compartilhou informações com Pequim e se a empresa criptografou comunicações dos usuários.

O senador republicano Josh Hawley também escreveu a Yuan pedindo que ele “escolha um lado” entre Estados Unidos e China.

Os três políticos já haviam expressado preocupação sobre a chinesa ByteDance, dona do TikTok, que está sendo examinada por órgãos reguladores dos EUA em relação ao uso de dados pessoais.

“Agradecemos o contato que recebemos de autoridades eleitas e esperamos colaborar com elas”, disse um porta-voz da Zoom.

O órgão de vigilância da internet da China, a Administração do Ciberespaço da China, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hua Chunying, disse a repórteres nesta sexta-feira que não estava ciente dos detalhes.

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