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Desastre da Wirecard aumenta pressão por reformas corporativas na Alemanha

FRANKFURT/LONDRES (Reuters) - A crise da Wirecard levou a pedidos de reformulação do sistema de supervisão corporativa da Alemanha nesta terça-feira, com o escândalo de fraudes da empresa ameaçando minar ainda mais a reputação de integridade no país.

Vista externa da matriz da Wirecard, na Alemanha. 25/4/2019. REUTERS/Michael Dalder

Alguns investidores estrangeiros disseram que a confissão da Wirecard de que 1,9 bilhão de euros contabilizados em suas contas provavelmente nunca existiram destacaram a negligência e deficiência na forma como os executivos alemães são controlados.

A revelação, após um escândalo de manipulação de emissões que envolveu a Volkswagen em 2015, deve ter repercussão mais ampla para a Alemanha, uma das maiores economias do mundo que se orgulha da reputação de integridade.

Após ter dito que o órgão regulador “trabalhou muito e cumpriu seu papel”, o ministro das Finanças, Olaf Scholz, mudou o discurso nesta terça-feira, criticando-o em entrevista à Reuters e prometeu analisar uma mudança nas regras para supervisionar melhor as empresas.

A empresa de pagamentos Wirecard entrou em crise após um delator afirmar em 2019 que a empresa deve seu sucesso a uma série de transações fraudulentas. Isso provocou críticas aos supervisores, após a falta de ação do órgão regulador financeiro Bafin, que está sob o Ministério das Finanças de Scholz.

Felix Hufeld, chefe do órgão, admitiu que o caso foi um “desastre total” e que sua agência e outros cometeram erros.

O órgão regulador havia se concentrado em investigar os chamados vendedores a descoberto e jornalistas por trás de reportagens que questionavam as contas da Wirecard, interrompendo a venda a descoberto das ações, em vez de investigar imediatamente a empresa.

Alguns investidores disseram que o caso enfatizou um reflexo alemão de longa data para proteger suas empresas, apontando para a suspensão da venda a descoberto de ações da Wirecard.

“Este foi um ótimo exemplo que comprovou ... a cultura anti-hedge e contra vendas a descoberto que temos na Alemanha”, acrescentou Christian Putz, presidente-executivo do ARR Investment Partners.

((Tradução Redação São Paulo; 55 11 56447727))

REUTERS PS AAP

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