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Hackers atacam fundo sul-africano para infância e desaparecidos

JOHANESBURGO (Reuters) - Hackers atacaram o fundo do departamento de Justiça da África do Sul na semana passada, informou o órgão nesta quarta-feira, adicionando que ainda não recebeu qualquer exigência de resgate.

Os hackers tiveram como alvo um fundo com recursos mantidos por tribunais em nome de menores, herdeiros não nascidos e pessoas desaparecidas ou ausentes, afirmou o órgão.

“O departamento confirma o que parece ser um incidente em que transações não autorizadas podem ter sido promovidas contra o fundo Guardiões”, disse Crispin Phiri, porta-voz do Departamento de Justiça e Desenvolvimento Constitucional.

Dois especialistas em crimes eletrônicos, que avaliaram o caso, afirmaram à Reuters que o ataque foi orquestrado com a ajuda do ransonware DoppelPaymer, que tem o mesmo nome do grupo criminoso que o utiliza.

O grupo ataca empresas e órgãos de governo, trancando dados dos sistemas invadidos por meio de codificação. Tipicamente, o grupo exige pagamento de resgate para não publicar informações confidenciais obtidas nos ataques.

Phiri disse que o departamento não recebeu qualquer pedido de resgate. Ele não informou quem pode estar por trás do ataque, mas disse que o caso está sendo investigado.

O ataque ocorreu depois de um grande vazamento de dados ocorrido no banco de dados da empresa de análise de crédito Experian, em agosto. O episódio envolveu informações pessoais e números de identificação de cerca de 24 milhões de sul-africanos e de quase 800 mil empresas.

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