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Plano de saúde digital Sami recebe aporte de R$86 milhões

SÃO PAULO (Reuters) - A startup Sami anunciou nesta terça-feira que recebeu um investimento de 86 milhões de reais numa rodada liderada pelas gestoras de capital de risco Valor Capital Group e monashees, em preparação para passar a atuar como operadora de plano de saúde.

Vista de atendimento médico por chamada de vídeo. 8/7/2020. REUTERS/Issei Kato

Criada em 2018, a Sami tem foco em orientações primárias de saúde com uso de dados.

Com a explosão da demanda por telemedicina na esteira da pandemia da Covid-19, os fundadores da empresa, Vitor Asseituno e Guilherme Berardo, resolveram dar uma guinada no negócio, para tentar torná-lo uma opção aos planos de saúde tradicionais, com foco em planos coletivos para empresas pequenas e médias.

O negócio consiste em uma operação simplificada de planos de saúde, com uso intensivo de dados e inteligência artificial, modelo que lembra os usados por plataformas digitais de segmentos como finanças e transportes por aplicativos, no caso para encaminhamento de serviços como exames e consultas.

A estrutura administrativa da operadora é digital, desde a venda --direta, sem corretores-- até o encaminhamento para hospitais, clínicas e médicos.

Além de financiar novos investimentos em tecnologia --um terço dos 72 funcionários da Sami são desenvolvedores de sistemas, alguns deles na Índia-- o aporte, o maior já feito numa startup de saúde na América Latina, reforçará o capital da startup para atender exigências da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

“Com um modelo mais simples e mais inteligente, conseguiremos oferecer planos de 10% a 20% mais baratos do que a média do mercado”, disse Asseituno.

A rede credenciada incluirá poucos hospitais, sendo o Beneficência Portuguesa o primeiro deles. Outros serão anunciados nas próximas semanas, antes da venda comercial dos planos a partir de novembro, disse Asseituno.

Os planos, desenhados para venda para empresas com até 99 vidas, serão vendidos inicialmente apenas na região metropolitana de São Paulo.

O anúncio ilustra uma recente onda de investimentos para uso de maior tecnologia para serviços de saúde, que ganhou impulso com as medidas de isolamento social tomadas desde março para tentar conter o avanço da Covid-19.

O Fleury, maior grupo de medicina diagnóstica do país, lançou uma plataforma digital alimentada por prontuários médicos, cujos dados os próprios pacientes podem compartilhar com médicos, operadoras de planos de saúde.

A rede de drogarias Raia Drogasil anunciou em setembro um marketplace de saúde, dentro do plano para acelerar seus negócios com maior uso do comércio eletrônico.

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