3 de Maio de 2016 / às 15:47 / um ano atrás

Cientistas recebem prêmio de US$3 mi por detecção de ondas gravitacionais de Einstein

Os fundadores da Ligo Rainer Weiss (centro) e Kip Thorne (direita) durante evento em Washington. 11/02/2016Gary Cameron/Files

NOVA YORK (Reuters) - Pesquisadores que ajudaram a detectar ondas gravitacionais pela primeira vez, confirmando parte da teoria de Albert Einstein em um momento marcante da história da ciência, dividirão 3 milhões de dólares do Prêmio Especial da Descoberta, de acordo com o comitê de seleção da honraria.

A premiação, que contempla feitos científicos, foi criada pelo bilionário russo Yuri Milner, assim como vários magnatas da tecnologia, como o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, e o co-fundador do Google, Sergey Brin.

Em fevereiro, uma equipe do Observatório de Onda Gravitacional por Interferômetro Laser (Ligo, na sigla em inglês) anunciou que um par de detectores laser gigantes conseguiu medir as minúsculas ondas no espaço e tempo teorizadas originalmente por Einstein um século atrás, encerrando uma busca que já durava décadas.

Einstein previu as ondas gravitacionais na Teoria Geral da Relatividade, que explicou a gravidade como distorções tanto no espaço quanto no tempo causadas por corpos materiais.

Os três fundadores do Ligo – Rainer Weiss, Kip Thorne e Ronald Drever, que dedicaram grande parte de suas carreiras à detecção de ondas gravitacionais – dividirão 1 milhão de dólares. Enquanto isso, mais de mil contribuintes do projeto vão repartir os outros 2 milhões de dólares em partes iguais.

"Isso é muito mais moderno e muito mais de acordo com a maneira como a física é realizada", disse Weiss, professor emérito do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), sobre a decisão de homenagear toda a equipe. "Não se pode creditar só nós três por isso."

Os pesquisadores disseram que as ondas gravitacionais surgiram da colisão entre dois buracos negros, os objetos extraordinariamente densos que a teoria de Einstein também previu. Os buracos negros, ambos com massas muitos maiores do que a do Sol, estavam localizados a 1,3 bilhão de anos-luz da Terra.

As ondas devem revelar novas maneiras de entender o cosmo, incluindo os buracos negros, as estrelas de nêutrons e os mistérios dos primórdios do Universo.

"Para nós, que passamos praticamente meio século desde que começamos a trabalhar nesta área, termos tido sucesso da maneira que sonhamos, foi realmente incrível e maravilhoso", disse Thorne, que está aposentado do Instituto de Tecnologia da Califórnia. "Sou eternamente grato à equipe que conseguiu isso."

Os vencedores serão homenageados em uma cerimônia em dezembro, quando os prêmios anuais de física, ciências da vida e matemática serão anunciados. O Prêmio Especial da Descoberta pode ser concedido a qualquer momento "para marcar uma conquista científica extraordinária".

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