30 de Agosto de 2016 / às 17:46 / em um ano

Pokémon Go gera caça por acessórios para celular no Brasil

Pessoas jogando Pokémon Go no Parque Ibirapuera, São Paulo. 05/08/2016 REUTERS/Paulo Whitaker

SÃO PAULO (Reuters) - O aplicativo Pokémon Go, febre mundial que chegou ao Brasil há quase um mês, está movimentando não apenas jogadores, mas também o setor de acessórios para celulares no Brasil.

Para que os usuários consigam capturar os personagens do jogo, o aplicativo utiliza funções como internet móvel e localização por satélite dos aparelhos, o que leva a um consumo de carga de bateria elevado, que acaba descarregando rapidamente.Como consequência, a demanda por acessórios como carregadores portáteis para celular tem apresentado forte crescimento.

No site de comércio eletrônico Mercado Livre, a “busca por esses aparelhos cresceu 455 por cento na primeira semana de agosto em relação às primeiras semanas dos últimos três meses”, informou a companhia sem citar números de unidades. Já a Submarino, da B2W, identificou um aumento de 390 por cento no volume total vendido de baterias e carregadores de smartphones em agosto ante o mesmo mês de 2015.

Enquanto isso, a PowerBank Brasil, importadora de carregadores portáteis com sede no Rio Grande do Sul, viu a demanda crescer 130 por cento em agosto ante julho, alta que atribui ao aplicativo. “Tivemos um aumento muito grande nas vendas por causa do jogo em relação ao mês anterior, tanto no nosso site quanto na loja mesmo”, disse o diretor comercial Gustavo Brandão Ractz.

Aproveitando o momento, a loja lançou um carregador portátil que imita uma pokébola, produto que tem sido “bastante procurado pelos clientes”, segundo Ractz.

no entanto, a empresa ainda não pretende aumentar o volume de suas importações para suprir a demanda causada pelo Pokémon Go: “estamos analisando para ver se é uma febre ou se o jogo vai emplacar mesmo”, afirmou Ractz.

O jogo foi lançado oficialmente no Brasil em 3 de agosto, mas a Niantic Labs, desenvolvedora do aplicativo, não informou quantos usuários o game tem no Brasil atualmente. Na época do lançamento no país, o Pokémon Go já tinha atraído cerca de 21 milhões de usuários ativos apenas nos Estados Unidos.

MAIS POKÉMONS, MAIS VENDAS

Na Avenida Paulista, importante região empresarial de São Paulo, a procura por acessórios por usuários do jogo também cresceu tanto no comércio formal quanto no informal. A região tem atraído muitos jogadores devido à grande quantidade de pokéstops, locais em que itens virtuais disponíveis ajudam na captura de pokémons e na evolução dos personagens.

A Fnac, varejista especializada em tecnologia e cultura, estima que a venda de “carregadores portáteis dobrou na semana seguinte ao lançamento do jogo em relação à semana anterior”, disse a companhia.

A loja da rede na Avenida Paulista observou “um aumento ainda maior”, pois o prédio foi escolhido como um dos ginásios utilizados pelos jogadores em batalhas que acontecer entre os personagens do game.

Devido ao funcionamento do jogo, baseado em geolocalização, os usuários só podem se engajar nas lutas dos ginásios se estiverem exatamente no local da arena, o que faz com que os usuários passem mais tempo nesses pontos.

De acordo com representantes da Fnac, a escolha “foi uma surpresa”, pois a companhia não foi informada pela Niantic, de que a loja abrigaria um ginásio para pokémons.

O vendedor ambulante Jordelândio Ferreira dos Anjos, 43 anos, afirmou que a procura por carregadores portáteis em seu quiosque, no cruzamento das avenidas Brigadeiro Luís Antônio e Paulista, aumentou logo após o lançamento do jogo, mas, assim como Ractz, da PowerBank Brasil, tem dúvidas sobre se o game veio para ficar.

“Deu uma melhorada (nas vendas de acessórios) no começo. Mas agora em alguns dias vendo mais, em outros menos”, comentou.

O uso do aplicativo foi o que motivou o estudante Francisco Antonio Magueta Aielo, 16 anos, que jogava na região da Avenida Paulista no sábado, a comprar um carregador portátil. “O jogo estava consumindo muita bateria. É bom ter um carregador para não ficar sem no meio dia, por precaução”, disse.

Edição Alberto Alerigi Jr.

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