5 de Setembro de 2016 / às 22:17 / em um ano

Plataforma de educação online Udacity alia-se à Kroton

SÃO PAULO (Reuters) - A plataforma norte-americana de educação online Udacity, que iniciou cursos no Brasil em julho, fez uma parceria com a Kroton, maior companhia privada de educação do mundo em valor de mercado, em meio a esforços para tornar o país seu terceiro maior mercado global.

A plataforma, voltada para cursos online de tecnologia, pretende ”oferecer cursos com condição diferenciada“ para alunos de cursos do conglomerado educacional, mas ainda não tem data para começar, disse o diretor-geral da Udacity para América Latina”, Carlos Souza.

“Nosso publico alvo são basicamente profissionais que já trabalham com tecnologia e estudantes”, disse.

A empresa criada em 2011 já oferta videoaulas gratuitas e os chamados “nanodegrees” -- cursos em parceria com empresas como Google, Facebook e Amazon.com.

No Brasil, existem quatro nanodegrees traduzidos para o português, com acompanhamento de profissionais para dar feedback também em português, além do conteúdo oferecido nos EUA.

A mensalidade é de 399 reais. Se os estudantes concluem o nanodegree em menos de 12 meses, a Udacity devolve 50 por cento do valor pago, medida que visa incentivar os alunos a concluírem os cursos mais rapidamente, disse Souza.

A Udacity estima que o mercado de cursos online de tecnologia no Brasil hoje tenha em torno dos 550 mil estudantes, apesar da recessão econômica e alto nível de desemprego.

“Empresas de tecnologia estão contratando e não conseguem encontrar pessoas prontas e qualificadas para”, disse, adicionando que o objetivo da empresa é transformar o país em seu terceiro maior mercado global.

A consultoria Hoper Educação estima crescimento do EAD de 10 a 15 por cento até 2018.

A expansão global da Udacity foi lastreada por uma rodada de financiamentos de 105 milhões de dólaresno fim de 2015. A empresa planeja se expandir na América Latina, abrindo operações no México dentro de alguns meses, disse Souza.

A empresa diz já ter disponibilizado conteúdo aberto para cerca de 4 milhões de alunos no mundo todo, mas não revela dados de receita e de estudantes matriculados em seus nanodegrees.

Por Natália Scalzaretto

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