16 de Agosto de 2017 / às 15:19 / em 4 meses

Reckitt aposta em produtos inteligentes para renovar encanto com inovação

SLOUGH, Inglaterra (Reuters) - A Reckitt Benckiser -- fabricante britânica de produtos de limpeza, pessoais e de saúde-- está apostando em produtos de consumo conectados como parte de um esforço para mostrar aos investidores que uma abordagem inovadora ainda pode impulsionar o crescimento.

Rakesh Kapoor, presidente-executivo da Reckitt Benckiser, posa para foto na sede da companhia em Slough, Reino Unido 14/8/2017 REUTERS/Martinne Geller

Em entrevista na sede mundial da Reckitt nos arredores Londres para a Reuters, o presidente-executivo Rakesh Kapoor rejeitou as sugestões de que a falta de produtos recentes sinaliza que a 12ª empresa mais valiosa da Grã-Bretanha perdeu seu encanto de design.

“A inovação para esta empresa é cultural. Está no nosso sangue, no nosso DNA”, disse Kapoor, que tem reputação de gerenciar custos com disciplina, acrescentando que as avaliações detalhadas do portfólio de produtos em desenvolvimento são realizadas mensalmente, assim como avaliações de lucros e perdas.

A Reckitt começará a vender no próximo mês uma nova marca, Siti, na China e na Índia, para ajudar a proteger contra a poluição do ar em ambientes externos e também está lançando o monitor de temperatura Fever Smart na Austrália. Ambos compreendem monitores caros que podem enviar dados para smartphones com o objetivo de solicitar o uso de produtos da empresa.

Kapoor disse que eles ilustram os novos produtos em perspectiva para a fabricante dos preservativos Durex e dos produtos de limpeza Lysol. “Existe um lista de produtos conectatdos em desenvolvimento para todas as nossas marcas”, afirmou. “Pense em purificadores de ar ou soluções de controle de pragas ou limpeza polivalente”

No entanto, o analista da RBC Capital Markets James Edwardes Jones disse que se tornou mais cético em relação ao portfólio de produtos em desenvolvimento da Reckitt, especialmente após o fracasso do removedor eletrônico de pele grossa Scholl, que teve pouca resposta do mercado no ano passado.

“O maior problema não é uma inovação dar errado, é a inovação falhar e não ter nada para preencher o vazio deixado por ela”, disse Jones, que adota a classificação “baixa performance” para as ações da empresa.

Por Martinne Geller

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