February 19, 2018 / 7:45 PM / in 5 months

Chefe da ONU incentiva criação de regras para ciberataques

LISBOA (Reuters) - O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Antonio Guterres, fez um pedido nesta segunda-feira por regras globais que minimizem o impacto da guerra eletrônica sobre civis, já que ciberataques parecem ser o futuro das guerras.

Hackers no ano passado paralisaram empresas multinacionais, portos e serviços públicos em uma escala sem precedentes em todo o mundo, ressaltando o aumento da gravidade de um problema que muitos acreditam estar sendo patrocinado por Estados.

Na semana passada, o procurador especial dos Estados Unidos, Robert Mueller, indiciou 13 russos e três companhias russas acusados ​​de conspiração para interferir na eleição dos EUA de 2016 por meio de mídias sociais.

“Já existem episódios de guerra cibernética entre Estados. O que é pior é que não existe um esquema regulador para esse tipo de guerra, não está claro como a Convenção de Genebra ou o direito internacional humanitário se aplicam a ele”, disse Guterres em um pronunciamento na Universidade de Lisboa.

“Estou absolutamente convencido de que, de forma diferente das grandes batalhas do passado, que abriram com uma barragem de artilharia ou bombardeio aéreo, a próxima guerra começará com um ataque cibernético maciço para destruir a capacidade militar e paralisar a infra-estrutura básica, como as redes elétricas.”

Ele ofereceu as Nações Unidas como uma plataforma onde vários cientistas e figuras de governos poderiam se reunir e elaborar essas regras “para garantir um caráter mais humano” de qualquer conflito envolvendo tecnologia da informação e, mais amplamente, manter a internet como “um instrumento em serviço do bem”.

Um grupo de aliados da OTAN disse no ano passado que estava elaborando princípios de guerra cibernética para orientar seus militares sobre o que justifica a implantação de armas de ataque cibernético de forma mais ampla, com o objetivo de acordo no início de 2019.

Alguns aliados da OTAN acreditam que paralisar uma usina de energia inimiga através de um ataque cibernético pode ser mais eficaz do que ataques aéreos.

Por Andrei Khalip

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