March 26, 2019 / 3:59 PM / 8 months ago

Parlamentares da UE apoiam reformas de direitos autorais direcionadas a Google e Facebook

28/03/2018 REUTERS/Dado Ruvic

ESTRASBURGO (Reuters) - Parlamentares da União Europeia endossaram uma revisão das regras de copyright do bloco feitas há duas décadas, que forçará o Google e o Facebook a pagar aos editores pelo uso de trechos de notícias e a filtrar conteúdo protegido.

O Parlamento Europeu apoiou as reformas por 348 votos a 274 nesta terça-feira após um debate que colocou a indústria criativa da Europa contra empresas de tecnologia, ativistas da internet e grupos de consumidores preocupados que as novas regras possam ser muito caras e bloquear muito conteúdo.

A Comissão Europeia começou a rever as regras há dois anos em uma tentativa de proteger uma indústria que vale 915 bilhões de euros por ano, respondendo por 11,65 milhões de empregos e 6,8 por cento da economia da UE.

As novas regras significam que Google e outras plataformas digitais terão que assinar contratos de licenciamento com músicos, artistas, autores, editores de notícias e jornalistas para usar seu trabalho online.

O YouTube do Google, o Instagram do Facebook e outras plataformas de compartilhamento também terão que instalar filtros para impedir que usuários façam upload de materiais protegidos por direitos autorais.

O chefe digital da Comissão para a Europa, Andrus Ansip, disse que as reformas melhorariam a posição de escritores, jornalistas, cantores, músicos e atores em relação às grandes plataformas usando seu conteúdo.

“A votação de hoje garante o equilíbrio certo entre os interesses de todos os participantes - usuários, criadores, autores, imprensa - ao mesmo tempo em que impõe obrigações proporcionais nas plataformas online”, disse ele em um comunicado.

Mas o Google disse que as reformas levarão à incerteza jurídica e prejudicarão as economias criativas e digitais da Europa. A Organização Europeia do Consumidor (BEUC, sigla em inglês) ecoou as críticas.

No mês passado, Finlândia, Itália, Luxemburgo, Holanda e Polônia recusaram-se a apoiar as reformas

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below