March 27, 2019 / 1:26 PM / 5 months ago

EUA pressionam chinesa dona do Grindr a se desfazer do aplicativo

(Reuters) - A empresa de jogos chinesa Beijing Kunlun pretende vender o Grindr, popular aplicativo de encontros gays que possui desde 2016, depois que um painel de segurança nacional do governo norte-americano levantou preocupações sobre sua propriedade, de acordo com pessoas familiarizadas com o assunto.

O Comitê de Investimentos Estrangeiros dos Estados Unidos (CFIUS, sigla em inglês) informou a Kunlun que a propriedade da Grindr, sediada em West Hollywood, na Califórnia, constitui um risco à segurança nacional, disseram as duas fontes.

As preocupações específicas do CFIUS e se alguma tentativa foi feita para diminuí-las não são conhecidas. Os Estados Unidos têm investigado cada vez mais os desenvolvedores de aplicativos sobre a segurança dos dados pessoais que eles manipulam, especialmente se alguns deles envolverem militares do país ou funcionários de inteligência.

Kunlun havia dito em agosto passado que estava se preparando para uma oferta pública inicial do Grindr. Como resultado da intervenção da CFIUS, a Kunlun agora mudou seu foco para um processo de leilão para vender o Grindr, uma vez que o IPO teria mantido o Grindr sob o controle da Kunlun por um longo período de tempo, disseram as fontes.

A Grindr contratou o banco de investimentos Cowen para administrar o processo de venda e está solicitando a aquisição de participações de empresas de investimento dos EUA, bem como dos concorrentes da Grindr, de acordo com as fontes.

O desenvolvimento representa um exemplo raro e de alto perfil do CFIUS desfazendo uma aquisição que já foi concluída. A Kunlun assumiu o Grindr através de dois acordos separados entre 2016 e 2018 sem submeter a aquisição para revisão do CFIUS, tornando-o vulnerável a tal intervenção, de acordo com as fontes.

Representantes da Kunlun não responderam aos pedidos de comentários. Grindr e Cowen se recusaram a comentar. Um porta-voz do Departamento do Tesouro dos EUA, que preside o CFIUS, disse que o painel não se pronuncia publicamente sobre casos individuais.

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