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Reino Unido tem que impedir aquisição da Imagination Tech pela China, diz parlamentar

Logo da Imagination Technologies na sede da empresa, nos arredores de Londres 22/06/2017 REUTERS/Hannah McKay

LONDRES (Reuters) - O Reino Unido deveria buscar todos os mecanismos para impedir a retirada de tecnologia da Imagination Technologies pela China, incluindo buscar um comprador ocidental para a empresa, disse o parlamentar britânico David Davis nesta terça-feira.

A Imagination Technologies é uma projetista de chips que licencia seus projetos. Os semicondutores são usados aplicações de inteligência artificial e transferência de dados.

Os controladores da companhia, que são apoiados pela China, a empresa de investimentos Canyon Bridge, tentaram assumir o controle da Imagination por meio da indicação de membros do conselho de administração, afirmou Davis.

Uma reunião do conselho da companhia marcada para esta terça-feira foi adiada depois de intervenção do governo britânico, afirmou o governo. O presidente-executivo,Ron Black, renunciou, afirmou a empresa. Um porta-voz da companhia não comentou o assunto.

“O que acreditamos que está acontecendo é que os chineses estão tentando exportar a tecnologia daqui para a China e isso não é apropriado”, disse Davis, parlamentar do Partido Conservador, do premiê, Boris Jonhson.

Davis afirmou que a Imagination Technologies, fornecedora de propriedade intelectual a grupos como Apple, é um ativo estratégico para o Reino Unido.

“O governo deveria provavelmente tentar atrair um comprador de algum país do ocidente”, disse Davis. “O governo deve buscar todo mecanismo disponível para evitar a retirada de nossa tecnologia.”

A Imagination Technologies, fundada em 1985, foi comprada pela Canyon Bridge in 2017. O negócio foi aprovado pelo governo da então primeira-ministra Theresa May sob o argumento de que a Canyon Bridge estaria sujeita às leis dos Estados Unidos.

A Canyon Bridge originalmente tinha sede nos EUA, mas mudou para as Ilhas Cayman, disse um porta-voz. O principal investidor da empresa é a China Reform, apoiado pelo governo chinês.

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