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Maior demanda por equipamentos médicos põe Philips a caminho de retomada no 2º semestre

Presidente da Philips, Frans van Houten. 29/1/2019. REUTERS/Eva Plevier

AMSTERDÃ (Reuters) - A fabricante de equipamentos elétricos Philips disse que a recente alta em pedidos de scanners e outros equipamentos médicos deve permitir que as vendas e margens do grupo se recuperem no segundo semestre, após queda no segundo trimestre.

A empresa holandesa , que fabrica produtos que vão de escovas de dentes elétricas a equipamentos hospitalares de alta complexidade, disse que o núcleo do lucro caiu em quase um quarto de abril a junho, a 418 milhões de euros, com as vendas caindo 6%, devido ao impacto da pandemia de coronavírus.

Mas os resultados foram melhores do que o projetado por analistas. Enquanto a pandemia atingiu a demanda por alguns produtos no segundo trimestre, a Philips disse que o vírus também provocou alta de 27% em novos pedidos, enquanto os hospitais corriam para comprar scanners, ventiladores e equipamentos de monitoramento necessários para ajudar os pacientes a combater a doença respiratória.

Uma pesquisa de analistas compilada pela empresa previu que o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado no segundo trimestre cairia para 344 milhões de euros, com vendas de 4,34 bilhões de euros.

“Para 2020, seguimos almejando crescimento modesto de vendas comparáveis e uma melhora ajustada na margem Ebitda”, disse o presidente-executivo Frans van Houten em teleconferência.

O aumento de novas encomendas no segundo trimestre ocorreu após alta de 23% no primeiro trimestre, refletindo a forte demanda por equipamentos médicos durante a pandemia. No segundo trimestre de 2019, o total de novas encomendas subiu apenas 8%.

O executivo disse que a pandemia levou hospitais a procurar maneiras de lidar melhor com doenças altamente infecciosas.

As ações da Philips se recuperaram nos últimos meses para níveis vistos no final de 2019, depois de perder mais de um terço do seu valor no primeiro trimestre.

Van Houten afirmou que os resultados foram apoiados por uma recuperação mais forte do que a esperada na demanda dos consumidores na Europa, mas a recuperação na China estagnou após um aumento inicial, quando as quarentenas foram flexibilizadas.

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