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Via Varejo reverte prejuízo e tem lucro de R$65 mi no 2º tri com ecommerce e crédito fiscal

SÃO PAULO (Reuters) - A Via Varejo teve lucro líquido contábil de 65 milhões de reais no segundo trimestre, revertendo prejuízo de 162 milhões de reais um ano antes, com forte desempenho do comércio eletrônico, uma vez que medidas de isolamento por causa da pandemia de Covid-19 elevaram as vendas online.

São Paulo, SP, Brasil 07/02/2013

“Passamos a explorar ao máximo o ecommerce, com muito sucesso, atingindo resultados expressivos”, destacou a dona das redes Ponto Frio e Casas Bahia, entre outras, em documento sobre o balanço divulgado na noite de quarta-feira.

Ainda assim, a companhia teve prejuízo operacional de 176 milhões de reais, em razão da queda de receita, custos fixos vinculados ao fechamento de lojas na pandemia e aumento da despesa financeira. Mas a perda foi menor do que um ano antes (296 milhões de reais).

O resultado também contempla crédito transitado em julgado de ICMS na base PIS/Cofins totalizando 364 milhões de reais no segundo trimestre.

A receita líquida caiu 12,4%, para 5,28 bilhões de reais, enquanto a receita bruta recuou 7,8%, a 6,46 bilhões de reais, mas com alta na margem bruta de 27,9% para 35,3%. A receita bruta nas lojas físicas caiu 63%, a 2,18 bilhões de reais, enquanto do online saltou quase 300%, a 4,28 bilhões de reais.

As vendas totais do ecommerce, incluindo marketplace, e lojas (GMV - Gross Merchandise Volume) ficaram quase estáveis (+0,5%) no segundo trimestre, a 7,26 bilhões de reais, enquanto o GMV apenas do comércio online, incluindo marketplace, saltou para 5 bilhões de reais, de 1,3 bilhão um ano antes.

No segundo trimestre, as despesas com vendas, gerais e administrativas cresceram 0,7%, para 1,365 bilhão de reais, com aumento também do percentual em relação à receita para 25,9%, de 22,5% um ano antes. Excluindo fatores não recorrentes, essas despesas caíram 9,7%.

A inadimplência acima de 90 dias alcançou 13,5% no final do trimestre, mas a companhia disse que observou forte melhora dos recebimentos durante maio e junho, e que julho e agosto continuam fortes. “Esperamos durante o terceiro trimestre recuperar o atraso gerado pelo fechamento das lojas.” Em julho, essa taxa ficou em 9%.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) cresceu 71,7% no segundo trimestre ante o mesmo período do ano anterior, para 532 milhões de reais, com margem Ebitda avançando de 5,1% para 10,1%. Em termos ajustados, totalizou 555 milhões de reais (+45,7%), com a margem subindo a 10,5%.

O Ebitda ajustado operacional teve acréscimo de 76%, a 314 milhões de reais, com alta de 2,9 pontos percentuais na margem Ebitda operacional ajustada, a 5,9%.

A companhia atribuiu o resultado a fatores como “a excepcional venda do canal online, a evolução de margem de produtos e as ações de redução de despesas fixas e variáveis”.

O resultado financeiro líquido de efeitos não recorrentes ficou negativo em 323 milhões de reais, alta de 18% ano a ano, representando 6,1% da receita líquida, ante 4,6% um ano antes, afetado por CCB (cédula de crédito bancário) e alongamento de dívidas.

A Via Varejo disse que encerrou o segundo trimestre com uma posição de caixa total de 7,4 bilhões de reais e caixa líquido ajustado de 2,9 bilhões de reais, incluindo a carteira de recebíveis não descontados e alongamento via instrumento financeiro de dívida.

Por Paula Arend Laier; Edição de Camila Moreira

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