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Comitê do Senado dos EUA conclui que Rússia usou WikiLeaks para ajudar Trump em 2016

Home page do site Wikileaks.org 28/11/2010 REUTERS/Gary Hershorn

WASHINGTON (Reuters) - A Rússia usou o site WikiLeaks, o operador político republicano Paul Manafort e outros meios para tentar influenciar as eleições presidenciais norte-americanas de 2016 para ajudar a campanha do hoje presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou um relatório do Comitê de Inteligência do Senado dos EUA, nesta terça-feira.

O WikiLeaks desempenhou um papel importante na iniciativa da Rússia para ajudar o republicano Trump contra a democrata Hillary Clinton, e provavelmente sabia que estava ajudando o serviço de inteligência russo, diz o relatório, que é provavelmente o relato público mais definitivo sobre a controversa eleição de 2016 nos EUA.

O relatório concluiu que o presidente russo, Vladimir Putin, dirigiu pessoalmente a iniciativa russa para hackear redes e contas de computadores afiliadas com o Partido Democrata e para vazar informações que prejudicassem Hillary.

O painel também acusa Manafort de ter colaborado com os russos, incluindo o oligarca Oleg Deripaska e um suposto operador de inteligência russo, Konstantin Kilimnik, antes, durante e depois das eleições.

O comitê concluiu que o papel de Manafort e a proximidade com Trump criaram oportunidades para o serviço de inteligência russo, dizendo que “seu acesso a altos níveis e sua disposição para compartilhar informação com indivíduos afiliados com os serviços de inteligência russos representaram uma grave ameaça de contra-inteligência”.

Não ficou claro qual efeito, se algum, o relatório pode ter na atual campanha presidencial norte-americana, na qual Trump enfrenta o democrata Joe Biden nas eleições do dia 3 de novembro.

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