5 de Setembro de 2008 / às 19:47 / em 9 anos

ENTREVISTA-Na 1a semana, país passa no teste da portabilidade

Por Taís Fuoco

SÃO PAULO (Reuters) - Cinco dias e mais de 4,2 mil solicitações depois, o Brasil parece ter passado sem percalços a primeira semana em vigor da portabilidade numérica, recurso que permite ao assinante trocar de operadora, de celular ou fixa, e manter o número de sua linha.

A avaliação é de José Moreira Ribeiro, presidente-executivo da Associação Brasileira de Recursos em Telecomunicações (ABR Telecom), entidade escolhida para ser a administradora do sistema pelas operadoras.

O papel da administradora é intermediar a troca de informações entre a empresa que ganha um cliente e a que perde o assinante, acompanhando desde a verificação da veracidade dos dados informados pelo usuário à nova operadora até o seu descredenciamento da base da antiga empresa.

Tudo isso tem de ser feito em um prazo suficiente que garanta que, em até cinco dias, o assinante esteja com seu telefone falando na rede da nova companhia.

O prazo é válido para o primeiro ano de implantação da portabilidade, mas cairá para três dias a partir do segundo ano, dos quais dois dias são para que o assinante possa desistir do pedido.

“Do ponto de vista técnico, está indo muito bem”, disse Moreira, em entrevista à Reuters. “A cada dia o processo fica melhor”, acrescentou.

“Em um processo dessa envergadura, era natural que houvessem alguns ajustes”, disse ele. Desde a zero hora de segunda-feira, entretanto, a ABR Telecom não registrou “nenhum problema”.

Como o prazo é de até cinco dias e o assinante pode agendar a ligação do seu telefone na rede da nova companhia, nesta quinta-feira foram feitas as primeiras 211 ativações das portabilidades solicitadas no primeiro dia de vigência.

Até a zero hora desta sexta-feira, 4.229 pessoas solicitaram mudança de operadora, das quais dois terços eram assinantes de telefonia móvel e um terço, em média, de fixa. Moreira afirma que, como entidade técnica, a ABR Telecom não fez estudos mercadológicos, mas considera os números “bastante razoáveis”, já que equivalem a uma média de 1.050 solicitações por dia.

Ele lembra também que, neste momento, a portabilidade só está disponível em oito cidades, das quais três são capitais (Goiânia, Vitória e Campo Grande) e as demais, cidades do interior.

O executivo também afirma que “o sistema está preparado para crescer de forma modular”, já que a próxima etapa do processo, que se inicia em 3 de novembro, envolve 22 localidades.

Algumas operadoras decidiram abrir mão da tarifa de 4 reais estipulada pela Anatel para a portabilidade, que deve ser paga somente para a empresa que ganha um assinante.

De qualquer forma, Moreira lembra que, mesmo que elas não cobrem, devem pagar a taxa correspondente para a ABR porque é essa tarifa que financia o gerenciamento do processo.

As empresas Vivo, Telefônica, Claro e Oi, por exemplo, decidiram abrir mão da tarifa do cliente.

Moreira informou não poder revelar qual é a operadora que mais tem conquistado assinantes nesses cinco primeiros dias porque “a entidade administradora tem de ser independente, neutra e isenta”.

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