7 de Março de 2008 / às 00:55 / em 10 anos

Eletrônicos estão menos nocivos, mas devem melhorar--Greenpeace

HANOVER (Reuters) - Os aparelhos eletrônicos estão ficando menos nocivos ao meio ambiente, mas seus fabricantes ainda têm um longo caminho a percorrer para eliminar todas as substâncias nocivas de computadores e telefones celulares e torná-los mais eficientes em termos de aproveitamento de energia, afirmou o Greenpeace.

Num estudo publicado na feira de tecnologia Cebit, em Hanover na quarta-feira, o Greenpeace elogiou os notebooks e celulares da Sony, Sony Ericsson, Nokia e Apple.

“Já testemunhamos a chegada de produtos mais preocupados com o ambiente no mercado, como o novo laptop da Apple, o MacBook Air, e o novo celular da Nokia, o Evolve”, afirmou ativista do Greenpeace, Yannick Vicaire.

“Os fabricantes ainda têm muito o que fazer, mas cada vez mais deles agora estão ponderando o impacto ambiental de seus produtos”, acrescentou.

O Greenpeace testou 37 produtos de 14 grandes marcas que os apontavam como os seus menos agressivos e os testaram, dando pontos de acordo com critérios como aproveitamento de energia, reciclabilidade e substituição de substâncias tóxicas.

Os melhores produtos, de acordo com o Greenpeace, são o notebook Sony Vaio TZ11, o celular Sony Ericsson T650i e o PDA Sony Ericsson P1i, cada um obtendo metade dos 100 pontos possíveis em suas avaliações.

A Microsoft e a Nintendo estavam entre as empresas que não concordaram em participar, e o Greenpeace afirmou que todas as fabricantes de consoles de videogames ou não disponibilizaram seus produtos ou os disponibilizaram tarde demais para serem incluídos nos testes.

O Greenpeace alertou que seu estudo, que começou em 2006, não era abrangente o bastante para ser usado como guia ambiental para seus consumidores.

A líder da campanha anti-tóxicos do Greepeace, Zeina Al-Hajj, afirmou que a organização está mantendo longos diálogos com as empresas do setor.

Al-Hajj disse que era hora de um debate ambiental envolvendo produtos de tecnologia, que tem sido um tema recorrente na Cebit deste ano e outras feiras de tecnologia.

“Não é suficiente oferecer produtos ‘verdes’ somente para os ambientalistas. Produtos voltados para o bem estar do meio ambiente devem se tornar uma tendência geral e dominar a produção em massa”, acrescentou.

Reportagem de Georgina Prodhan

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