23 de Outubro de 2007 / às 03:28 / 10 anos atrás

Positivo arma estratégia para crescer fora do mundo dos PCs

Por Alberto Alerigi Jr.

SÃO PAULO (Reuters) - A Positivo Informática faz mistério, mas nos próximos meses terá nas mãos componentes importantes que permitirão à empresa ingressar eventualmente no concorrido mercado de televisores.

A maior fabricante brasileira de computadores --acima das norte-americanas HP e Dell-- anunciou nesta terça-feira a produção de decodificadores (set-top box) de TV digital a partir de novembro, na Zona Franca de Manaus, e a compra de uma fábrica de monitores de cristal líquido (LCD) na Bahia, em um esforço de diversificação de receitas e corte de custos.

Segundo a companhia, o monitor representa 30 por cento do valor dos insumos de um PC e a fabricação própria a partir da compra da fábrica --por 8,1 milhões de reais e com capacidade para 20 mil unidades por mês-- trará uma economia de 7 por cento em relação ao custo de aquisição do produto de terceiros.

Mas planos maiores podem vir adiante. O presidente da Positivo, Hélio Rotenberg, evita responder se a Positivo lançará televisores digitais no futuro. Ao mesmo tempo, o executivo não descarta essa possibilidade.

“Tem muita coisa que a gente vai aprendendo (com os monitores). Sabemos fazer set-top box e de TVs estamos muito próximos (com a compra da fábrica)”, afirmou ele à Reuters, por telefone.

Rotenberg frisou que, por enquanto, os planos são de produção de monitores, e que a fábrica comprada na Bahia tem condições de fazer telas de vários tamanhos.

SET-TOP BOX

A Positivo, que possui uma área de conteúdo educacional, vendendo portais online a escolas, não vê diferença entre um computador e um decodificador de TV digital que poderá ser conectado à Internet.

“A convergência digital é uma realidade. Um set-top box é um computador, ele processa um sinal e devolve outro. A TV digital nos interessa como um todo, incluindo conteúdo e interatividade”, disse Rotenberg.

As primeiras transmissões comerciais de TV digital do país estão previstas para começar em São Paulo no início de dezembro.

Rotenberg evitou dizer que tipo de recursos o set-top box da Positivo terá, mas não negou eventual conexão com os serviços de conteúdo educacional do grupo. A empresa passou dois a três anos estudando a entrada no segmento de decodificadores, disse o executivo, acrescentando que o projeto foi desenvolvido internamente.

Ele não fez previsões de vendas de PCs pela Positivo para o ano, mas informou que a companhia está de olho na licitação de compra de 90 mil computadores que o Ministério da Educação realizará no final deste mês. “Pretendemos ganhar com certeza”, disse. Em agosto, a empresa venceu licitação para entrega de 54 mil PCs para o Ministério das Comunicações.

A Positivo anunciou ainda nesta terça-feira que passará a montar em novembro placas-mãe de computadores em sua fábrica em Curitiba, no Paraná. O projeto envolve investimento de 4,6 milhões de reais e a capacidade será de 44 mil placas mensais.

As ações da companhia operavam em alta de cerca de 3 por cento no início da tarde, enquanto o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo recuava 1,4 por cento.

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