22 de Julho de 2008 / às 10:36 / em 9 anos

Net vai suspender oferta de ponto-extra se não puder cobrar

Por Taís Fuoco

SÃO PAULO (Reuters) - A NET Serviços de Comunicação, maior operadora de TV paga do país, pretende interromper as vendas de ponto-extra se não puder mais cobrá-los. A afirmação foi feita pelo presidente da operadora, José Felix, em teleconferência com jornalistas nesta segunda-feira.

O assunto é alvo de polêmica desde o início de junho, quando entrou em vigor nova regulamentação de proteção ao usuário dos serviços de TV paga. Uma dubiedade no texto da regra dava margens a duas interpretações sobre o direito de cobrar o ponto-extra, o que levou a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a determinar a suspensão de qualquer cobrança de ponto adicional por 60 dias.

A associação das operadoras do setor (ABTA), entretanto, conseguiu uma liminar na Justiça no dia 25 de junho para restabelecer a cobrança, que voltou a ser feita. A Anatel, porém, ainda quer rediscutir o assunto em uma consulta pública.

O presidente da operadora informou que a empresa deixou de instalar pontos-extra no período anterior à liminar, mas do ponto de vista contábil não houve nenhum efeito no balanço trimestral da companhia, que sofreu queda de 10 por cento no lucro do segundo trimestre em relação ao mesmo período de 2007.

Segundo ele, “não passa pela nossa cabeça oferecer (o ponto-extra) de graça”, já que a companhia afirma que ele envolve custos. “Não instalamos pontos-extra de graça e nem vamos instalar, ele é oneroso, envolve custos como o set top box, a manutenção da rede e os softwares instalados”, afirmou.

Questionado qual seria a postura da empresa caso a Anatel decida suspender em definitivo a cobrança, Felix afirmou que “não acredita” que a agência reguladora tome tal decisão.

“Provavelmente vamos deixar de oferecer se formos obrigados a oferecer de graça”, reiterou. A ABTA estima que o ponto-extra responda por uma fatia de 10 a 20 por cento da receita das operadoras, que em 2007 foi de 6,67 bilhões de reais.

O executivo ainda lembrou que o ponto adicional é gratuito em alguns pacotes da companhia, como o que envolve a contratação de TV paga, telefone e banda larga juntos.

“Imagina se o ponto-extra for de graça e vem um cliente e pede 10 pontos-extra. É uma coisa sem fundamento, a caixa (set top box) custa dinheiro, não tem nenhuma lógica alguma coisa que custe dinheiro ser de graça.”

Ele ressaltou que as operadoras “esperam uma regulamentação que seja razoável”. Para ele, “seria um Robin Hood invertido, tirar dos pobres para dar aos ricos, já que quem tem ponto-extra é que tem muitos televisores na casa”.

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