26 de Junho de 2008 / às 02:07 / em 9 anos

Bill Gates sai e Ballmer fica no comando da Microsoft

Por Daisuke Wakabayashi

<p>O presidente do conselho da Microsoft, Bill Gates, participa de confer&ecirc;ncia em T&oacute;quio, em foto de 7 de maio. A aposentadoria de Gates, que deixar&aacute; a Microsoft no final desta semana, marca o final de uma era na gigante do software, e coloca o presidente-executivo Steve Ballmer no comando durante um dos mais desafiadores per&iacute;odos da companhia. Photo by Yuriko Nakao</p>

SEATTLE (Reuters) - A aposentadoria de Bill Gates, que deixará a Microsoft no final desta semana, marca o final de uma era na gigante do software, e coloca o presidente-executivo Steve Ballmer claramente no comando durante um dos mais desafiadores períodos na história da companhia.

A saída de Gates, que continuará como presidente não executivo do conselho do grupo, coincide com a escalada da rivalidade com o Google e outros concorrentes que estão utilizando a Internet para reduzir o domínio da Microsoft no software.

Com o recuo de Gates, o peso do futuro da Microsoft agora repousa inequivocamente sobre os ombros de Ballmer.

“A Microsoft precisa pensar sobre algumas mudanças radicais no interior de sua organização, para não só resolver os problemas de sua divisão online mas começar a inovar em algumas das outras”, disse Sid Parakh, analista da McAdams Wright Ragen.

Reconhecendo a ameaça dos novos rivais na Internet, Ballmer, que substituiu Gates como presidente-executivo em 2000, deu um dos mais audaciosos passos na história da Microsoft, com uma oferta de 47,5 bilhões de dólares pela aquisição do pioneiro da Web Yahoo .

O fato de que o negócio não tenha sido concretizado colocou em destaque as deficiências da empresa em suas operações online e a urgência com que precisa agir se deseja evitar o risco de ficar ainda mais para trás na disputa com o Google pelo crescente e lucrativo mercado da publicidade online.

Os analistas dizem que a Microsoft, que cresceu dos 30 funcionários que tinha em 1980, quando Ballmer foi contratado, para 90 mil hoje, não é ágil o bastante para acompanhar os rivais, e que sua imensa burocracia sufocou a inovação.

“A Microsoft simplesmente não apareceu com nada de muito inovador”, disse Andrew Loechl, diretor da Eagle Harbor Asset Management. “Tem comprado companhias a torto e a direito há anos, mas ainda não desenvolveu nada internamente.”

Um fator que complica a situação da Microsoft são os novos concorrentes que estão mudando a regra do jogo.

A empresa construiu seu império vendendo software como o Windows ou Office, instalado nas máquinas usuárias, e depois de poucos anos renovava seu faturamento ao convencer os clientes a atualizar seus programas.

Mas os concorrentes estão fornecendo o software como um serviço via Web, pago por assinatura mensal ou custeado por publicidade.

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