28 de Junho de 2008 / às 01:24 / em 9 anos

NET vende 1 mil pacotes básicos por dia e cresce na classe C

Por Taís Fuoco

SÃO PAULO (Reuters) - A NET Serviços de Comunicação alcançou vendas de 1 mil pacotes básicos Netfone.com por dia, em média, o que está abrindo um novo mercado para a companhia entre consumidores da classe C.

O pacote básico foi lançado em abril deste ano e inclui linha telefônica sem assinatura mensal (ao contrário das concessionárias de telefonia) e acesso à Internet com velocidade de 100 Kbps. Como a residência passa a ser cabeada, a companhia afirma que a recepção da TV aberta ganha qualidade.

O pacote é vendido por 39,90 reais mensais, preço que custa, em média, a assinatura mensal de telefonia das concessionárias Telefônica, Oi e Brasil Telecom.

A informação da média diária de vendas é de um relatório do Morgan Stanley, que cita como fonte pessoas da administração da companhia. O relatório aponta que, se a empresa mantiver esse ritmo, poderá chegar ao final do ano com 250 mil usuários do pacote, apesar de a NET não ter feito projeções sobre esse produto.

O principal efeito desse volume de vendas, para os analistas do Morgan Stanley, é o fato de o pacote “alcançar um novo nicho de mercado para a NET, que é o consumidor brasileiro da classe C”.

Segundo as informações fornecidas pela empresa ao Morgan Stanley, o mercado de TV por assinatura mantém crescimento a ponto de a empresa ter reiterado suas projeções de novos assinantes para todo o ano.

A estimativa é de um acréscimo de 354 mil novos assinantes de TV paga (foram 400 mil no primeiro trimestre deste ano sobre igual período de 2007), 569 mil novos clientes de banda larga e 455 mil novos usuários do telefone fixo que a companhia vende em parceria com a Embratel.

A companhia encerrou março com 2,6 milhões de clientes de TV por assinatura, 1,6 milhão de usuários de banda larga e 718 mil assinantes do telefone fixo.

PONTO EXTRA VOLTA A SER VENDIDO

A principal preocupação dos analistas do Morgan em relação à NET refere-se à polêmica sobre a cobrança do ponto extra na casa do assinante de TV paga.

Um regulamento que entrou em vigor no dia 2 deixava margem para dúvidas sobre a legalidade da cobrança e, diante disso, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) decidiu suspender por 60 dias qualquer cobrança por ponto adicional.

A associação das empresas de TV paga (ABTA), entretanto, obteve uma liminar na Justiça esta semana para retomar a cobrança. A NET chegou a interromper as vendas de novos pontos adicionais desde a proibição, mas voltou a fazê-lo esta semana, com a liminar, segundo informações de sua assessoria de imprensa.

Estimativas da própria operadora ao Morgan Stanley afirmam que o ponto extra representa 3,5 por cento da receita e algo como 10 por cento do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês).

A liminar tem caráter temporário e pode ser alvo de recurso. A Anatel quer discutir a cobrança com as operadoras para chegar a um consenso.

Aos analistas da Morgan Stanley, a NET informou que, se essa cobrança for definitivamente proibida, ela espera compensar parte da receita perdida com aumento nos preços ou com a cobrança de serviços hoje não pagos pelo assinante.

Não havia ninguém imediatamente disponível na NET para comentar o relatório.

Edição de Daniela Machado

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