30 de Outubro de 2008 / às 14:33 / 9 anos atrás

TIM propõe pacto no setor e fim de "guerra de vaidades"

SÃO PAULO (Reuters) - O presidente da TIM no Brasil, Mario Cesar Pereira de Araujo, propôs nesta quinta-feira um pacto entre as operadoras móveis, Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e Ministério das Comunicações para fazer com que o segmento “seja o vetor da economia” em tempos de crise financeira mundial.

Segundo ele, que participa da feira de telecomunicações Futurecom 2008, “precisamos parar discussões que não levam a nada”, afirmou. Segundo ele, o que está acontecendo hoje “não é uma briga de empresas, mas de vaidades, que não traz nada ao segmento”.

Ele admitiu aos jornalistas que as tentativas de reunir o setor não são novas, mas disse acreditar que “pode ser em um momento de crise que isso aconteça”. Ele acredita que o setor pode impulsionar a economia brasileira pelos ganhos de produtividade e inclusão digital.

A companhia afirmou estar disposta a negociar obrigações sociais com o governo, como citado pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, na segunda-feira, mas espera que elas façam parte “de uma negociação”.

“O prazo de cobertura das cidades com menos de 30 mil habitantes poderia ser uma opção de compensação, por exemplo”, disse ele.

As operadoras que compraram licenças de terceira geração em dezembro passado assumiram o compromisso de levar infra-estrutura de celular a quase 2 mil pequenas cidades hoje ainda descobertas por esse serviço. No caso da TIM, são 600 cidades em três anos para as quais ela terá de montar infra-estrutura.

Segundo Araujo, ainda não existe nenhuma conversa oficial entre as companhias e o governo para essa proposta de um possível pacto, mas “já começam a surgir uns olhares, um namoro”, brincou.

TRÁFEGO DE DADOS IGUAL AO DE VOZ

A preocupação com o estrangulamento da rede de telefonia celular com a entrada de muitos usuários de banda larga móvel, citada na quarta-feira pelo presidente da Vivo, Roberto Lima, e apontada em uma pesquisa da Nokia Siemens, também preocupa o presidente da TIM.

Ele citou que, “em São Paulo, o tráfego de dados já se igualou ao de voz”. Para o executivo, isso é fruto de “uma demanda reprimida muito grande.”

Ele concorda que em 2011 a capacidade da rede possa se esgotar, como aponta a pesquisa, mas cita alternativas que o governo poderia avaliar, como as frequências de 700 MHz que as TVs analógicas irão liberar com a migração para a TV digital. Para Araujo, entretanto, “2016 é muito longe” -- ano em que a TV analógica deixa de existir no Brasil.

INVESTIDOR NÃO SINALIZA MUDANÇAS

De acordo com o presidente da TIM, “não houve nenhuma sinalização de mudança nos planos de investimento” da operadora por parte do controlador, a Telecom Italia.

A empresa mantém todos os planos para 2009, que incluem aumento da cobertura da rede de terceira geração, investimentos em call center para se adaptar à nova legislação do segmento e em “telefonia fixa para captar clientes da concorrência com a portabilidade”.

Araujo reconheceu que “a TIM não está tendo os melhores resultados” com a portabilidade de números de celular até agora, mas informou que a operadora “tem de olhar o que está acontecendo” para corrigir os erros quando o processo chegar às grandes capitais.

A portabilidade, que permite que um usuário de telefonia mude de operadora sem mudar de número, será concluída em março de 2009. As duas últimas capitais serão, respectivamente, Rio de Janeiro e São Paulo.

Por Taís Fuoco, Edição de Alberto Alerigi Jr.

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