14 de Novembro de 2008 / às 21:52 / 9 anos atrás

ENTREVISTA-Nasa quer que Obama mantenha plano para ir à Lua

Por Irene Klotz

CABO CANAVERAL, EUA (Reuters) - O superintendente da Nasa, Mike Griffin, defendeu na sexta-feira que o governo de Barack Obama e a próxima administração da agência espacial mantenham os planos de retomar as missões tripuladas à Lua.

Griffin não espera permanecer como diretor depois da posse de Obama, em 20 de janeiro. "Espero que o novo presidente e sua equipe tenham sua própria escolha para superintendente da Nasa. Se eu fosse essa escolha, ficaria surpreso, mas honrado. Eu estaria disposto a permanecer, sob as circunstâncias corretas".

O administrador, que foi ao Centro Espacial Kennedy para o lançamento do ônibus Endeavour, marcado para sexta-feira à noite, apresentou três condições que o fariam permanecer no cargo.

Primeiro, que seja mantida a meta, definida pelo governo Bush e aprovada pelo Congresso, de concluir a construção da Estação Espacial Internacional, aposentar os ônibus espaciais, voltar à Lua, estabelecer uma base por lá e continuar a explorar asteróides perto da Terra e Marte.

"Dois Congressos sucessivos - um republicano, outro democrata - deram forte aval ao caminho em que a Nasa está. Acho que é o caminho certo", afirmou.

"Durante 35 anos, desde o governo Nixon, estivemos no caminho errado. Foi preciso Columbia e o relatório para destacar questões estratégicas que nos colocariam no caminho certo."

"Pessoalmente, não serei parte de nos tirar desse caminho. Outro pode desejar isso, eu não", acrescentou o engenheiro e piloto, de 59 anos, que foi nomeado por Bush para dirigir a Nasa depois do acidente com o Columbia, em 2003. Coube a ele retomar os vôos tripulados, concluir as obras da estação e iniciar o desenvolvimento do projeto para as viagens à Lua.

A intenção da agência é levar astronautas à Lua até 2020 e em seguida instalar uma base que sirva de plataforma para uma viagem a Marte.

Griffin disse que não será possível concluir tais metas se houver restrições orçamentárias.

Finalmente, ele disse que não toleraria indicações políticas. "Acho crucialmente importante ter pessoas...versadas e experientes no negócio aeroespacial. Nos últimos anos, tivemos muitos exemplos em que esse não foi o caso", declarou ele, para no entanto isentar o governo Bush desse tipo de indicação.

"Pude escolher uma boa equipe, e isso é absolutamente essencial para qualquer agência. Não podemos escolher pessoas para administrar a agência espacial com base na política, e tampouco tomarei parte nisso."

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