2 de Dezembro de 2008 / às 20:44 / 9 anos atrás

Huawei triplica receita no Brasil em 2 anos, mas reavalia 2009

Por Taís Fuoco

SÃO PAULO (Reuters) - A fabricante de origem chinesa Huawei triplicou seu faturamento no Brasil entre 2006 e 2008, mas decidiu reavaliar as metas que vai assumir para 2009 diante dos temores de que as empresas de telecomunicações reduzam os investimentos.

A empresa completa 10 anos de presença no mercado brasileiro no ano que vem. Em 2006, teve receita de 300 milhões de dólares no país, cifra que dobrou no ano seguinte, para 600 milhões de dólares, e deve crescer mais de 66 por cento este ano, para 1 bilhão de reais.

"Até o momento, as operadoras falam que irão manter os investimentos. Então, poderemos crescer em 2009 porque há novas perspectivas de negócios", afirmou a jornalistas Marcelo Motta, diretor de marketing e produtos da Huawei Brasil.

Segundo ele, entretanto, os rumores de que pode haver alguma redução são fortes e, por isso, a companhia prefere ainda não fazer previsões.

A Huawei havia assinado um compromisso com o governo do Espírito Santo, no final do ano passado, para investir 10 milhões de reais em uma fábrica no Estado. Mas, diante da demanda acelerada por equipamentos de terceira geração de celular, adiou os planos de montar uma fábrica própria e passou a contratar produção terceirizada da Flextronics, em Sorocaba (SP).

"O tempo era muito curto para atender a demanda deste ano", disse Motta.

Ele informou que a empresa já tem o terreno no Espírito Santo, mas está "avaliando internamente" a implementação da unidade.

A empresa afirma ter vendido perto de 1 milhão de modems 3G para conexão de notebooks, de um volume que ela acredita que tenha sido de 1,5 milhão em todo o país.

Para 2009, Motta estima que sejam vendidos outros 3 milhões de modems 3G em todo o Brasil e a Huawei espera manter uma participação em torno de 70 por cento nessas vendas.

Além dos modems, a Flextronics passou a produzir também as estações radiobase de terceira geração que a Huawei fornece para as redes das operadoras móveis.

A companhia tem contratos com todas as operadoras de celular do país e acredita que essa demanda deve permanecer em 2009, "até por conta dos compromissos de cobertura que as operadoras têm com o governo", afirmou o executivo.

Ao adquir licenças de 3G, as teles assumiram o compromisso de levar redes móveis a perto de 2 mil cidades que ainda não tinham o serviço de celular no país.

A Huawei também espera que o governo licite a banda larga sem fio pela tecnologia WiMax, por meio da venda das frequências de 3,5 GHz, em que enxerga outra oportunidade de negócios para 2009.

EM BUSCA DE MODELO PARA VENDER CELULAR

A Huawei também fornece aparelhos celulares, mas ainda não conseguiu encontrar um modelo de negócios para vendê-los no Brasil.

Na Europa, a empresa fornece modelos para a Vodafone e para a Movistar (do grupo Telefónica), que colocam nos aparelhos suas próprias marcas, e não a da Huawei.

No Brasil, no entanto, a Huawei não encontrou operadoras interessadas nesse modelo até agora. "Aqui no Brasil as operadoras não têm essa prática", disse Motta.

Por isso, a companhia avalia se deve investir em campanhas que disseminem sua própria marca, já que ela não é conhecida do grande público. Celulares Huawei só são vendidos hoje na China.

No Brasil, a empresa fornece modelos de telefones para o Livre da Embratel, que usa celulares para linhas fixas, mas sua marca não aparece ao público.

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