25 de Março de 2009 / às 20:36 / 8 anos atrás

Grã-Bretanha pode forçar redes sociais a fornecerem dados

Por Stefano Ambrogi

LONDRES (Reuters) - Sites de redes sociais como o Facebook podem ser forçados a fornecer detalhes de amigos e contatos dos usuários, segundo propostas do governo britânico para combater o terrorismo.

Milhões de britânicos usam sites como Facebook, Bebo e MySpace para conversar com amigos, mas os ministros estão preocupados que a tecnologia possa ser explorada por extremistas.

Críticos têm acusado o plano de ser mais uma evidência da grande intromissão do governo na vida das pessoas.

A Casa Civil confirmou nesta quarta-feira que o governo está avaliando a possibilidade de monitorar os sites de relacionamento, mas informou que a ideia está apenas em estado de conversa.

A instituição também insistiu que não tem interesse no conteúdo de conversas privadas, mas apenas quer saber quem está falando com quem.

"Fomos claros de que a revolução nas comunicações têm sido rápida neste país e a maneira como coletamos dados de comunicação precisa mudar, para que as agências de execução da lei possam manter suas habilidades de combater o terrorismo e juntar evidências", afirmou um porta-voz da Casa Civil.

"Fomos muito claros que não temos planos para um banco de dados com o conteúdo de emails, textos, conversas ou sites de redes de relacionamento", acrescentou.

O porta-voz afirmou que o governo começaria a consultar a indústria e o público sobre maneiras de fechar, em breve, potenciais buracos criados pela tecnologia usada nas redes sociais.

O chefe do departamento de privacidade e de política pública global do Facebook, Chris Kelly, criticou o plano, considerando-o exagerado.

Em uma entrevista ao site de TI ZDNET.co.uk, ele disse: "Pensamos que monitorar todo o tráfego de usuários é algo acima do necessário".

Ele acrescentou que há legislações suficientes para permitir o acesso das agências de execução da lei aos dados de tráfego de suspeitos.

Kelly estava respondendo a comentários feitos pelo ministro da Casa Civil, Vernon Coaker, neste mês. A autoridade disse que a Diretiva de Detenção de Dados da União Europeia, que obriga os provedores de Internet a reter dados de tráfego por pelo menos 12 meses, não foi longe o suficiente, pois não abrange as redes sociais.

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