27 de Março de 2009 / às 15:54 / em 9 anos

ANÁLISE-Crise não deterá avanço das telecomunicações na América Latina

Por Tomás Sarmiento

CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - Nem mesmo uma das piores crises econômicas das últimas décadas deterá a expansão das telecomunicações latino-americanas este ano, ainda que os consumidores, com menos dinheiro no bolso, devam reduzir sua demanda e propiciar um ritmo de crescimento menor.

Os mais recentes resultados anunciados pelas empresas de telecomunicações da região demonstram que a América Latina continua tão faminta por celulares e serviços de Internet como no passado recente.

E a vantagem, de acordo com as empresas, é que ainda resta muito que avançar antes que sejam atingidos níveis de penetração semelhantes aos existentes na Europa ou nos Estados Unidos.

A mexicana América Móvil, a maior operadora de telefonia móvel da América Latina, registrou no quarto trimestre de 2008 um crescimento recorde, com 10,1 milhões de novos assinantes.

Ainda que seus lucros no período tenham superado as expectativas do mercado, com alta de 14,5 por cento, a América Móvil, jóia do império do magnata Carlos Slim, afirma que este será um ano difícil.

Sua expectativa é de conquistar 19 milhões de novos clientes em 2009. O número parece impressionante, mas significa 10 milhões a menos do que em 2008.

A companhia também anunciou que seu investimento este ano será de 3 bilhões de dólares, 39 por cento a menos que em 2008.

“Ainda teremos crescimento no setor, mas é possível que os índices de crescimento tanto na telefonia fixa quanto na móvel, e nas operadoras de TV a cabo, sejam um pouco mais moderados”, disse Manuel Jiménez, analista do Ixe Grupo Financiero.

“A queda no consumo e na atividade econômica podem se refletir em receita por usuário mais baixa”, acrescentou.

Em uma região na qual a infraestrutura de telefonia fixa é relativamente débil, os celulares são muitas vezes a única forma de conexão, para milhões de pessoas.

A espanhola Telefónica, maior rival da América Móvil na região, informou que em 2008 expandiu em 22,7 por cento sua base de usuários de telefonia móvel na América Latina.

José María Alvarez-Pallete, diretor geral da Telefónica Latinoamérica, disse esta semana em Punta del Este que a empresa seguirá “apostando forte no crescimento, em um ano no qual o setor vai seguir transformando-se com a evolução tecnológica”.

No Brasil, um dos grandes campos de batalha para a Telefónica, a empresa Oi e a subsidiária da América Móvil mostraram resultados com diferentes aspectos da situação.

A Oi, por exemplo, viu uma queda de 91 por cento em seus ganhos do último trimestre, diante do impacto do alta do dólar em seu endividamento.

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