13 de Maio de 2009 / às 14:46 / em 9 anos

América Latina ajuda a puxar para cima lucro da Telefónica

Por Elisabeth O‘Leary

MADRI (Reuters) - A Telefónica superou as expectativas do mercado com um aumento de 9,8 por cento no lucro líquido do primeiro trimestre, impulsionada por firmeza nos negócios na América Latina que ajudou a compensar o fraco desempenho do grupo na Espanha e permitiu a empresa a manter suas projeções para o restante do ano.

O resultado da maior companhia de telecomunicações da Europa em valor de mercado deve impulsionar a confiança nos investidores, dado o corte das previsões feito por rivais europeias, disseram analistas nesta quarta-feira.

O lucro líquido saltou para 1,69 bilhão de euros (2,3 bilhões de dólares), contra estimativa média de alta de 6,5 por cento, para 1,64 bilhão de euros, em uma pesquisa da Reuters com 12 analistas.

A Telefónica informou que está mantendo a projeção de avanço de 1 a 3 por cento no lucro operacional antes de depreciação e amortização neste ano.

Chris Alliott, analista de telecomunicações da RBS, disse que o resultado foi “tranquilizador. Apesar do difícil ambiente operacional na Espanha, a América Latina está compensando”.

Os negócios na Espanha, que respondem por menos de um terço das receitas da Telefónica, estão sofrendo os efeitos de uma severa recessão, com os preços de serviços celulares sob pressão.

Analistas destacaram uma queda anual de 9,5 por cento na receita média por usuários, uma importante medida de lucratividade, na Espanha.

A receita espanhola em geral recuou 4,2 por cento, para 4,9 bilhões de euros, “refletindo desaceleração no mercado como um todo, competitividade acirrada e menor consumo de serviços de voz por parte dos clientes”, afirmou a Telefónica.

Já a América Latina, que é responsável por pouco mais de um terço das receitas, apresentou aumento de 4,8 por cento no faturamento, graças a crescimento generalizado, particularmente em Internet e telefonia móvel.

“Há mais fraqueza ao redor do mundo do que eu esperava...A Espanha está obviamente prejudicando e, embora eles estejam reiterando as projeções, não alcançaram as metas no primeiro trimestre”, disse Robin Bienenstock, do Bernstein.

A receita do grupo no primeiro trimestre retrocedeu 1,4 por cento, para 13,7 bilhões de euros.

TELECOM ITALIA

Em separado, a Telecom Italia afirmou nesta quarta-feira que não tem planos de fusão com a Telefónica. O presidente-executivo da companhia italiana, Franco Bernabe, comentou em resposta a notícias publicadas em jornais do país de que ele estuda uma aliança com o grupo espanhol.

“Não há plano de fusão com a Telefónica, o que em todo caso teria que ser discutido pela Telco”, acrescentou Bernabe, referindo-se ao grupo de investidores que controla a Telecom Italia.

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