12 de Maio de 2009 / às 20:12 / 8 anos atrás

Ericsson prevê melhores margens para a divisão multimídia

Por Simon Johnson

ESTOCOLMO (Reuters) - A fabricante de equipamentos de telecomunicações Ericsson anunciou nesta terça-feira que seus negócios em multimídia poderão alcançar margens percentuais de até dois dígitos no futuro, mas o foco da companhia em crescimento pode significar que isso leve anos para acontecer.

A unidade, que oferece serviços como televisão pela Internet, cobrança de contas por telefones móveis e transmissão de mensagens em massa, teve uma margem de operações de 2 por cento no primeiro trimestre deste ano.

“Creio que se olharem de novo no longo prazo, este negócio, sendo um negócio de softwares com potencial de escala, nós devemos conseguir trazer este setor a uma margem de dois dígitos,” afirmou Jan Wareby, diretor da divisão multimídia da Ericsson, em entrevista à Reuters.

“Mas a ambição é mais permanecer sobre o nível de equilíbrio, assim como investir em novas áreas de interesse --investir no crescimento futuro”, disse ele.

Com isso em mente, o executivo disse que poderia demorar alguns anos para o setor multimídia alcançar níveis de rendimentos como os da Ericsson como um todo, que teve uma margem operacional de 9,5 por cento antes das perdas causadas por joint ventures no primeiro trimestre.

A unidade de multimídia, criada em 2007, gerou seus primeiros lucros de operação no terceiro trimestre de 2008 e atingiu um equilíbrio --sem contar ganhos momentâneos-- no último trimestre do ano passado, disse Wareby.

A tendência positiva continuou no primeiro trimestre, com o setor gerando um pequeno lucro. Vendas subiram 25 por cento ano a ano para operações contínuas, apesar da pior recessão em décadas.

Wareby não comentou se estes níveis de crescimento eram sustentáveis considerando a atual situação econômica.

Ele afirmou que a queda já havia afetado a unidade, devido às precauções de empresas de televisão a cabo e satélite em relação a novos investimentos.

Com a atual explosão das comunicações na Internet e a migração de usuários de redes sociais como Facebook e Twitter para celulares, o longo prazo parece ser bom.

“Se levarmos em conta a perspectiva ao longo de cinco anos, veremos que temos 10 por cento de crescimento no mercado com que trabalhamos,” afirmou Wareby.

“Nossa ambição é crescer mais rápido que o mercado”, reiterou.

Isso pode levar a aquisições. “Temos fechado os grandes buracos óbvios, mas ainda há buracos menores que, ou desenvolvemos, ou, se encontrarmos uma empresa menor que pode fazê-lo, poderia ser uma oportunidade”, disse.

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