28 de Maio de 2009 / às 19:07 / 8 anos atrás

Microsoft reformula serviço de buscas sob nome "Bing"

Por Bill Rigby

<p>Presidente da Microsoft, Steve Ballmer, gesticula durante apresenta&ccedil;&atilde;o em na Universidade Stanford, no in&iacute;cio de maio. A empresa est&aacute; reformulando seu servi&ccedil;o de buscas sob a marca "Bing".</p>

SEATTLE (Reuters) - A Microsoft está reformulando seu serviço de buscas a fim de combater o domínio do Google no setor de buscas e na publicidade online a ele vinculada.

A maior produtora mundial de software, que continua conversando com o Yahoo sobre uma possível parceria, há muito está determinada a desempenhar papel importante no lucrativo mercado de buscas na Web, depois de ver o Google, uma empresa muito mais nova, conquistar e expandir seu domínio no setor.

A Microsoft, que vinha testando internamente há alguns meses um serviço de buscas conhecido como Kumo, planeja introduzir o novo mecanismo, agora com o nome "Bing", ao longo dos próximos dias. O lançamento pleno acontecerá na quarta-feira da semana que vem. O serviço de buscas estará disponível em www.bing.com.

A revista Advertising Age informou alguns dias atrás que a Microsoft estava planejando uma campanha publicitária em valor de 80 milhões a 100 milhões de dólares para promover o Bing. A Microsoft se recusou a comentar essa informação.

“Teremos o que defino como um grande orçamento -grande a ponto de me levar a engolir seco quando o aprovei”, disse Steve Ballmer, o presidente-executivo da Microsoft, que revelou o Bing em uma conferência de tecnologia em Carlsbad, Califórnia, promovida pelo blog tecnológico All Things Digital.

A Microsoft tem muito terreno a recuperar. No mês passado, o Google respondeu por 64,2 por cento das buscas de Internet realizadas nos Estados Unidos, meio ponto percentual acima do total do mês anterior, atendendo a 9,5 bilhões dos 14,8 bilhões de buscas realizadas.

O Yahoo ocupava um distante segundo posto, com 20,4 por cento das buscas, e a Microsoft vinha em terceiro com 8,2 por cento, de acordo com a comScore, que mede a audiência da Internet.

Ballmer não prometeu reversão rápida desses números. “Meu cronograma é de muitos anos”, declarou na conferência. “Não tenho uma projeção específica, mas muitos anos.”

O novo nome, Bing, é curto, universal e pode ser “transformado em verbo”, disse Ballmer, em clara referência ao uso de “to Google” como sinônimo de busca de informações na Internet.

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