16 de Setembro de 2009 / às 16:42 / 8 anos atrás

Intel corta consumo de energia de plataforma de chips móveis

Por Tarmo Virki

<p>A Intel reduziu o consumo de energia de sua nova plataforma de chips para dispositivos m&oacute;veis "Moorestown", num impulso para tentativa de conquistar uma fatia maior do mercado de processadores usados em celulares e outros bens eletr&ocirc;nicos port&aacute;teis.</p>

HELSINQUE (Reuters) - A Intel reduziu o consumo de energia de sua nova plataforma de chips para dispositivos móveis “Moorestown”, num impulso para tentativa de conquistar uma fatia maior do mercado de processadores usados em celulares e outros bens eletrônicos portáteis.

Anand Chandrasekher, vice-presidente sênior do grupo de ultramobilidade da Intel, também informou que a empresa está aberta a juntar forças com a maior fabricante de celulares do mundo, Nokia, em um sistema operacional baseado no Linux.

Analistas vinham afirmando que as plataformas de chips da Intel para aparelhos portáteis e celulares consumiam muita energia em relação à produtos rivais baseados na arquitetura da rival ARM.

Mas o executivo afirmou que a Intel quase que conseguiu resolver o problema. “Vamos ficar muito perto e quase empatar”, disse ele sobre o consumo de energia da plataforma “Moorestown”.

Ele afirmou que o consumo de eletricidade médio está melhorando, uma vez que a empresa conseguiu reduzir drasticamente as necessidades de energias do chip quando ele está em modo de “espera”, entre uma tarefa e outra.

A vida da bateria, consumida principalmente por grandes telas e processadores poderosos, é um dos pontos mais importantes para a indústria de celulares. No mês passado, um executivo de alto escalão da Nokia afirmou que a ARM está “milhas e milhas” à frente da Intel em gerenciamento de energia.

“O processo de 32 nanômetros deles vai gerar produtos bem atraentes para celulares”, disse o analista David Kanter, da Real World Technologies.

A próxima plataforma móvel da Intel, chamada de “Moorestown” e que deve ser lançada em 2010, é baseada no chip Atom criado com processo de 45 nanômetros. A plataforma Atom baseada em tecnologia de 32 nanômetros, apelidada de “Medfield”, deve ficar pronta em 2011.

Chandrasekher afirmou que a Moorestown deve ajudar a melhorar a posição da Intel nos emergentes mercados de dispositivos móveis de acesso à Internet.

“Este mercado é muito grande. Quando chegarmos em meados da próxima década, será uma categoria de 400 a 500 milhões de unidades”, disse o executivo.

CASAMENTO DE SISTEMAS?

A Intel deve revelar novos recursos para o sistema operacional Moblin, dar mais informações sobre a Moorestown e discutir novos projetos de tablets durante sua conferência anual para desenvolvedores, que acontece na próxima semana.

A empresa pode ampliar a aposta no mercado móvel ao unir seu sistema operacional baseado em Linux com o da Nokia, como parte de um amplo acordo de cooperação que as duas empresas anunciaram anteriormente.

“Se eu desenvolver uma aplicação para o Moblin, ela deveria funcionar no Maemo. Se eu criar um programa para o Maemo, ela deveria ser compatível com o Moblin”, disse Chandrasekher.

Ele afirmou que a maior diferença entre os dois sistemas operacionais é o foco em tamanhos de telas distintos. O Maemo é mais voltado para as menores e o Moblin para as telas maiores.

A união dos dois sistemas deve ajudá-los a competir melhor com a plataforma Android, do Google, que está ganhando cada vez mais atenção no mercado de celulares.

A Nokia não quis comentar sobre uma possível união dos sistemas operacionais, mas informou que está buscando uma cooperação mais profunda.

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